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Equipa da modalidade "expulsa" do pavilhão da Académica

Secção de ginástica "expulsa" do pavilhão da Académica
• Foto: Carlos Jorge Monteiro

A secção de ginástica da Associação Académica de Coimbra (AAC) lamentou esta sexta-feira a "falta de respeito" do Organismo Autónomo de Futebol (OAF), que terá expulsado aquela entidade, a meio da época desportiva, do pavilhão onde treinava há quase 30 anos.

A ginástica treinava no pavilhão Jorge Anjinho há 27 anos, tendo sido informada a 15 de janeiro pelo presidente da AAC/OAF, José Eduardo Simões, de que teria de abandonar o pavilhão a 1 de março devido a obras nessa mesma infraestrutura, contou à agência Lusa a presidente da secção, Sofia Teixeira.

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"É completamente inadmissível expulsarem uma secção que treinava ali há quase 30 anos", com um aviso de desocupação repentino, com "muito pouco tempo para se poder arranjar uma solução", sublinhou, referindo que esta medida afeta "quase 300 ginastas", dos cerca de 500 que a secção representa.

"Há muito material que tem de ser transportado e a secção não é uma estrutura que se encaixe em qualquer espaço", havendo requerimentos específicos de largura, comprimento e altura dos espaços, explanou.

A secção tentou ainda que o prazo fosse alargado, mas tal foi recusado. Encontraram então como única solução "um armazém", em Antanhol, arredores de Coimbra, que estará disponível "enquanto a empresa não vender ou não necessitar do espaço", referiu.

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"Há aqui uma grande falta de respeito pela secção. Sempre cumprimos as regras, sempre assegurámos a limpeza do pavilhão, sempre pagámos as obras necessárias. Não havia necessidade deste tipo de atitude", protestou Sofia Teixeira, recordando que "a manutenção daquela instalação deixou progressivamente de ser assegurada pelo seu proprietário".

Segundo a presidente da secção, esta situação, que acontece "a meio da época desportiva", "vai afetar o rendimento desportivo" do organismo.

Para além da questão desportiva, os pais também "reclamaram por se mudar para um espaço mais longe", tornando-se menos prático para as famílias levarem os seus filhos a treinar para um local afastado da cidade.

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A agência Lusa tentou contactar a AAC/OAF, mas até ao momento não foi possível obter qualquer comentário.

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