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Tomás Bessa e Tomás Melo Gouveia qualificaram-se esta sexta-feira para os dois últimos dias de prova do 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, em Almada, o mais importante torneio de golfe português, de 300 mil euros em prémios monetários, integrado no HotelPlanner Tour, a segunda divisão do golfe profissional europeu.
Tomás Bessa, de 30 anos, é agora o português melhor classificado após a conclusão da segunda volta, no grupo dos 24.º classificados, entre 144 participantes. O campeão nacional de 2020 e 2025 totaliza agora 134 pancadas, 8 abaixo do Par, após voltas de 71 e 63, tendo melhorado 64 posições na classificação.
A sua segunda volta de hoje, de 63 (-8), é o seu segundo melhor resultado de sempre no Open de Portugal, igualando as 63 de Royal Óbidos, em 2023, na altura também numa segunda volta, mas com a diferença de terem sido 9 abaixo do Par.
Se Tomás Bessa, jogador de Paredes que reside no Algarve, passou o cut no Open de Portugal pela quinta vez, Tomás Melo Gouveia fê-lo numa segunda ocasião, com um resultado agregado de 136 pancadas, 6 abaixo do Par, após entregar cartões de 67 e 69. Melo Gouveia era ontem o melhor português e estava no top-25, mas hoje caiu para o grupo dos 39.º classificados do torneio.
Os dois Tomás já alcançaram top-10’s no Open de Portugal: Bessa foi 6.º (-12) em 2022 e Melo Gouveia foi 10.º (-7) em 2024, ambos em Royal Óbidos.
Pedro Figueiredo, o melhor português no HotelPlanner Tour, 13.º no ranking Corrida para Maiorca (Tomás Melo Gouveia é 57.º), esteve perto de passar o cut, pois, a meio da segunda volta ia lançado com 7 pancadas abaixo do Par, mas uma ponta final terrível, com bogey, duplo-bogey, bogey nos últimos três buracos, atirou-o para o 76.º lugar, com 139 (68+71), -3, o mesmo resultado do amador João Pereira (71+68), falhando o cut por 2 pancadas.
Entretanto, no topo da classificação do 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, também houve mudança de liderança e o novo comandante é um jogador de grande prestígio, o escocês Marc Warren, que já conquistou quatro títulos do DP World Tour (a primeira divisão europeia) e outros dois neste circuito secundário, para além de já ter ganho uma vez a Taça do Mundo de profissionais ao serviço da Escócia, ao lado do famoso Colin Montgomerie.
Aos 45 anos, depois de uma lesão prolongada, desceu ao HotelPlanner Tour, mas está de novo lançado, é 53.º na Corrida para Maiorca, ou seja, com hipóteses de qualificar-se para a Grand Final do circuito (reservada ao top-45) e este ano até foi vice-campeão no Challenge da Suíça.
Marc Warren tem jogado frequentemente o Open de Portugal, mas hoje passou o cut apenas pela segunda vez, graças a um resultado de 128 pancadas, 14 abaixo do Par, com rondas de 65 e 63. Curiosamente, fez hoje as mesmas 63 pancadas de Tomás Bessa.
O 2.º lugar, a apenas 1 pancada de Warren, é partilhado por dois jogadores: o alemão Jannik de Bruyn (62+67) e o japonês Tatsunori Shogenji (68+61).
Por momentos, pareceu que o neerlandês Lars van der Vight iria assumir o topo da tabela. Acabou por fixar-se no grupo dos 7.º classificados, com 131 (65+66), -11, mas foi um dos heróis do dia, ao arrancar um sempre espetacular hole-in-one, o primeiro da sua carreira em torneios oficiais, carimbado no buraco 4, de 158 metros, com um ferro-7.
Merecem ainda destaque o japonês Tatsunori Shogenji (dois top-10 este ano no HotelPlanner Tour) e o sul-africano MJ Daffue (campeão de dois torneios em 2026), por terem efetuado a melhor volta do torneio, em 61 pancadas (-10). Só não é homologado como recorde do campo para Par-71, porque está a jogar-se com ‘prefered lies’, isto é, com permissão colocação de bola no fairway.
Entre os heróis do torneio, é impossível não colocar Tomás Bessa e a sua volta magistral, quiçá inédita, graças a uma exibição de grande nível e o próprio Tom Morris, o press officer do HotelPlanner Tour, assegurou que nunca tinha assistido a 3 eagles numa única volta.
«A probabilidade de fazermos um eagle numa volta é bastante baixa. Eu acho que ronda aí os 2%, 1,5% em média. Então três… acho que para mim é a primeira vez. Foram três shots que saíram-me mesmo exatamente como eu queria e depois tive a felicidade de converter as oportunidades», admitiu Tomás Bessa. Um resultado que enche-o de esperança: «Neste Open de Portugal queria ganhar. Eu sei que será difícil, mas obviamente que, com esta volta, abre-se a porta». O mais importante é agora o corpo aguentar.
O frágil pulso esquerdo que levou-o a uma cirurgia e a uma paragem de quase dois anos, está de novo a fazê-lo sofrer: «Estou constantemente com dores. No Campeonato Nacional estava com bastantes dores. Entretanto, já fiz uma série de injeções para ver se conseguia aqui disfarçar um bocadinho a dor. Tenho uma fratura óssea, mas o problema só vai ser resolvido com cirurgia, que será feita no fim do ano».
Após a sua segunda volta, Tomás Bessa esteve com jovens do agrupamento escolar Francisco Simões, em Almada. De manhã estiveram 20 do 8.º ano e à tarde 13 do 6.º ano.
Os restantes jogadores portugueses, para além dos já mencionados Tomás Bessa, Tomás Melo Gouveia, Pedro Figueiredo e João Pereira, encerraram hoje a sua participação neste 64.º Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa com as seguintes classificações e resultados: 87.º Vasco Alves (-2), 96.º Pedro Lencart (-1), 102.º Luís António Silva (Par / amador), 129.º Tomás Santos Silva (+4), 129.º Ricardo Santos (+2), 139.º Bernardo Costa Pinheiro (+9 / amador).
Entretanto o Open de Portugal at PGA Aroeira Lisboa, em parceria com o projeto Jardim Engomado da CERCIZIMBRA, promoveu a plantação de espécies nativas e a restauração de zonas de jardim, criando um legado verde e contribuindo para a regeneração dos ecossistemas. A CERCIZIMBRA é uma cooperativa de solidariedade social que apoia pessoas com deficiência física e intelectual.
Por Hugo Ribeiro