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O Comité Olímpico de Portugal (COP) apresentou esta quarta-feira, em conjunto com a Ordem dos Médicos, o novo livro "Atletas Olímpicos Médicos", que enaltece o papel dos atletas portugueses, que para além de terem dado o seu contributo para o país nos Jogos Olímpicos, também praticam a medicina.
No evento estiveram António Gentil Martins (tiro), Joaquim Leça Ramada (vela), José Jacques Pena (tiro), Marta Onofre (atletismo), Francisco Belo (atletismo) e Rui Bragança (Taekwondo), alguns dos atletas reconhecidos no livro de Sofia Barrocas com fotografias de Rodrigo Cabrita.
"Estes 16 anos de conciliação de duas carreiras permitiram-me ser a pessoa que sou hoje. Cresci muito como atleta e como pessoa. Olho para esta parceria do COP com a Ordem dos Médicos com esperança, no sentido de abrirmos portas para a criação de verdadeiras condições que possibilitem que estas carreiras possam ser conciliadas ao mais alto nível", confessou Marta Onofre, que competiu nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016.
"Sempre considerei que ninguém tem passadeira vermelha na vida. Faço o melhor que sei todos os dias e para todos os que não acreditaram em mim... ainda estou aqui. Espero que gostem do livro.", frisou Francisco Belo, que se prepara agora para os Jogos Olímpicos de Paris.
"O taekondo e a medicina tiveram uma história parecida, não eram os meus primeiros planos, mas se não fosse pelo taekondo eu não seria médico", destacou Rui Bragança, que abandonou a modalidade à pouco mais de um mês, tendo ele participado nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro em 2016 e em Tóquio'2020.
O Secretário de Estado do Desporto, Pedro Dias, o vice-presidente da Comissão Executiva do COP, Artur Lopes, e o bastonário da Ordem dos Médicos, Carlos Cortes, também estiveram presentes.
"A medicina e ser atleta de alta competição são duas paixões que se entrelaçam. O Governo tem de facilitar a tarefa destes atletas que também praticam medicina, para que estes possam evoluir", explicou o Artur Lopes, sendo que Pedro Dias fez entender que o Governo visa ajudar os atletas nesta dualidade nacional: "Temos um projeto piloto do qual precisamos do apoio da Ordem dos Médicos na sua implementação, porque sabemos que temos um número significativo de atletas estudantes de medicina que anualmente têm tido muitas dificuldades nesta conciliação."
Para além dos atletas presentes na cerimónia foram também reconhecidos no livro: António Silva Martins (tiro e atletismo), Mário Quina (vela), José Gomes Pereira (natação), Ana Alegria (natação), Petra Chaves (natação), Ana Francisco (natação), Ana Rente (natação), João Araújo (natação), Ana Moura (badminton), Arnaldo Abrantes (atletismo), Irina Rodrigues (atletismo) e Francisca Laia (canoagem)
No final do evento foi também aberta uma exposição que representa a história destes atletas com placas individuais de cada um, assim como objetos históricos dos seus feitos olímpicos.
Autor: FS