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Jorge Vieira, presidente da Federação Portuguesa de Atletismo (FPA), esteve presente na cerimónia de celebração dos 100 dias para os Jogos Olímpicos Paris'2024, organizada pelo Comité Olímpico de Portugal (COP) e aproveitou para expressar as suas expectativas, assim como esclarecer o estado de alguns atletas a 100 dias da cerimónia de abertura dos Jogos Olímpicos, nomeadamente Pedro Pichardo, Auriol Dongmo e Patrícia Mamona.
"Não vamos a Paris apenas para participar mas sim para alcançar os melhores resultados", destacou o líder federativo, confessando ainda acreditar que os atletas portugueses farão um bom trabalho. "Naturalmente que temos atletas que vão para as medalhas. Quantos? Ninguém sabe, mas estou pessoalmente otimista, porque temos atletas bastante jovens e já de alto nível internacional e que, portanto, podem em Paris fazer coisas interessantes", destacou Jorge Vieira, referindo ainda atletas que acha serem promissores: "Pedro Buaró e Gerson Baldé são dois exemplos de atletas que estão claramente em evolução e eu deposito neles uma grande esperança".
Em relação ao presença de Pedro Pichardo em Paris'2024, o dirigente da FPA não quis aprofundar muito o tema. "Eu sei que esse tema é inevitável. É o único campeão olímpico em título que nós temos da última edição. O que eu posso assegurar, mais uma vez, como já afirmei noutras ocasiões para a comunicação social, é que o atleta, se estiver bem de saúde e bem tecnicamente, como eu sei que neste momento está, irá estar nos Jogos Olímpicos", explicou Jorge Vieira, que ainda acrescentou: "Pedro Pichardo é atleta do Benfica, é atleta filiado, tem um contrato com a equipa, que a Federação reconhece e, portanto, para a FPA é muito claro que o atleta, naturalmente, está elegível para qualquer competição. Sei que da parte do Benfica há também esse interesse do atleta estar em boa forma. Quantos aos mínimos para Paris'2024 acredito que o atleta alcançará essa marca ao pé coxinho". "Como diria o saudoso Mário Moniz Pereira, ele fará isso ao pé-coxinho. [...] Ele fará isso com toda a facilidade, nem é preciso estar no topo das suas possibilidades para fazer 17,22 [metros]. É uma marca perfeitamente acessível para o nosso campeão olímpico, que já faz parte do clube dos 18 metros. Sei que ele ambiciona muito mais do que isso. Esse não é um problema de certeza absoluta", assumiu.
Recorde-se que Pichardo vai competir no próximo dia 20, na China.
Em relação a Auriol Dongmo, o presidente da FPA não se mostrou otimista. "A Auriol tem qualificação assegurada mas é um caso bastante mais complicado. Teve uma lesão muito grave, com intervenção cirúrgica. Com o exemplo do Nelson Évora habituei-me a não dizer que é impossível, mas não é fácil depois da lesão que teve", referiu o chefe máximo da FPA, que ainda explicou a situação de Patrícia Mamona: "Ela quer estar em Paris e está a lutar por recuperar. Estão a aparecer-lhe múltiplas dores, como mialgias de esforço, mas eu ainda creio que ela poderá estar em Paris e é pelo menos o que ela deseja ardentemente".
Autor: F.S.