Arnaldo Abrantes, "mais experiente e maduro", espera fazer uma prova "bastante boa", na terça-feira, nos 200 metros dos Jogos Olímpicos Londres'2012, em que não verá cumprido o desejo de correr ao lado de Usain Bolt.
"Quero ter uma melhor prestação do que em Pequim. É a minha segunda participação, estou mais experiente, mais maduro, mais confiante e com uma preparação diferente. Foram quatro anos de preparação desde Pequim, com participações em campeonatos do mundo e campeonatos da Europa que me derem boas experiências e boas referências, e espero fazer uma prova bastante boa", afirmou o atleta do Benfica.
Com 20,72 segundos este ano e um recorde pessoal de 20,48, Arnaldo Abrantes evitou falar em marcas e em perspetivas de presença nas meias-finais, porque há fatores com influência e que não se podem controlar, como as condições atmosféricas e os próprios adversários:
"Mas, espero sentir-me bem na pista, como tenho sentido nos últimos treinos. Para mim, isso é ótimo porque poderá ser uma boa prova". Correr ao lado de Usain Bolt, triplo campão olímpico de Pequim (100, 200 e 4x100 metros), que já revalidou o título do hectómetro em Londres, era o desejo do português - "seria espetacular" -, mas o programa colocou-os em lados opostos: o jamaicano na primeira série e Arnaldo Abrantes na sétima.
"Gostava de correr com ele, não só porque é o Bolt - e vimos ontem (domingo) o que ele é capaz de fazer -, mas porque da última vez que corri com ele fiz recorde pessoal. Os atletas são um pouco supersticiosos, seria giro correr com ele por esses dois motivos", explicou o atleta de Almada.
Comentando a vitória de Bolt nos 100 metros, com 9,63 segundos, a segunda melhor marca de todos os tempos, a cinco centésimos do seu recorde mundial, Arnaldo Abrantes disse que o jamaicano "está noutra galáxia" e que na final, "espetacular, como nunca tinha visto", foi pena Asafa Powell não ter corrido bem, impedindo um "histórico" momento de oito atletas abaixo dos 10 segundos.
Agora, nos 200, "pode aproximar-se do recorde do Mundo", fixado em 19,19 segundos, embora Arnaldo Abrantes diga que o calor de Pequim era mais favorável às provas de velocidade do que as temperaturas mais baixas em Londres, na casa dos 20 graus.
"Se ele em Pequim, em que houve quatro corridas de 100, não três, e houve quatro de 200 - agora são só três -, ele bateu o recorde do Mundo, é possível. Está muito motivado, tirou um peso de cima das costas e poderá aproximar-se do recorde do mundo", vaticinou.
Isso vai permitir à chinesa Hong Liu ser campeã, Ana Cabecinha subir a sexta, Inês Henriques a nona e Vera Santos a 15.ª.
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