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Norberto Mourão fez história ao arrecadar a primeira medalha de sempre para Portugal em Jogos Paralímpicos e destacou que o bronze conquistado foi fruto do trabalho de vários anos. Estreante em Tóquio'2020, o canoísta, de 40 anos, mostrou-se orgulhoso pelo feito, assumindo que tem vivido "o melhor ano de sempre a nível desportivo".
"Estou radiante com o resultado alcançado. Mesmo muito feliz. É o culminar do trabalho realizado desde 2011. Confirma a aposta que fizemos na canoagem. Não só pelos resultados em Europeus e Mundiais, mas também pela prestação na prova mais importante do Mundo, que são os Jogos Paralímpicos. É o melhor ano de sempre a nível desportivo! Já tinha sido um ano excelente em 2019 e agora está a ser fantástico. E ainda não acabou...", analisou, apontando já baterias para o Campeonato do Mundo, que terá início daqui a três semanas em Copenhaga.
Apurado diretamente para a final dos 200 metros VL2, após ter sido 1º classificado na sua eliminatória da qualificação de quinta-feira, Norberto Mourão confessou que teve alguma vantagem na recuperação para a prova decisiva. Os adversários do português competiram nas meias-finais pouco mais de uma hora antes da final da categoria, mas Norberto esperava, mesmo assim, dificuldades.
"Deu-me vantagem na medida em que não iria estar tão cansado. No entanto, na final voltei a encontrar as piores condições para mim, devido ao vento de frente do lado esquerdo. É um vento que favoreceu os atletas brasileiro [vencedor] e norte-americano [2º], que pagaiaram do lado esquerdo. Sabia que tinha de gerir bem a prova, mas isso é difícil numa final como esta. Foi arrancar a matar e acabar a morrer. Acabei a dar o estoiro. Mas consegui este excelente resultado e só tenho de estar feliz. Agradeço ao Ivo Quendera [treinador], aos elementos da federação e toda a gente que me ajudou. E, claro, nunca me posso esquecer da família", sublinhou canoísta, que registou um tempo de 55,365 segundos na final.
Conselhos de Fernando Pimenta
Norberto Mourão acabou por ser feliz no Sea Forest Waterway, Complexo de regatas onde o amigo Fernando Pimenta já tinha saído por cima ao conquistar também a medalha de bronze, só que na prova de K1 1.000 metros nos Jogos Olímpicos. Companheiros de treino, Mourão e Pimenta conservam uma boa amizade e o atleta paralímpico até revelou que, antes da final, recebeu conselhos do compatriota.
"Temos uma cumplicidade bastante grande. Treinamos juntos e competimos juntos, só que em regatas diferentes. O grupo da canoagem é muito unido e neste desporto isso é especial. Recebi alguns conselhos do Pimenta e do treinador [Hélio Lucas] para a final. Na prova em que ele esteve presente até apanhou melhor tempo. Na minha, deu para ir à medalha e conseguir este resultado é incrível. Damos apoio uns aos outros. Esse é mesmo o espírito dos portugueses e lutamos pelo nosso país", concluiu.
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