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Depois do bronze de Londres’2012, Lenine Cunha volta esta manhã a procurar, uma vez mais, fazer aquilo que mais gosta: subir ao pódio no salto em comprimento T20, de novo nuns Jogos Paralímpicos, agora no Brasil. O desejo está lá, mas na cabeça do saltador de 33 anos o otimismo está também misturado com alguma cautela, até porque o elenco presente é de luxo.
"Estou um pouco nervoso, são os meus terceiros Jogos, mas o nervosismo está cá ainda. O nível está muito alto, porque os três primeiros do Mundial [de Doha] estão cá, e nesse Mundial eu fiquei em quarto, com uma grande marca, de 7,08 metros", começou por recordar, apontando depois os seus objetivos principais para esta prova. "Não quero pensar em medalhas, vou tentar bater a minha melhor marca do ano [6,75 metros] e ficar entre os seis primeiros. O que vier para lá disso já será ótimo. Quero ser eu mesmo e, se assim for, com aquela garra que vocês estão acostumados a ver-me, pode ser que saia alguma coisa."
Quarto? Não...
É costume dizer-se que o quarto posto é o mais indesejado e Lenine admite não querer ficar em tal posição, como sucedera em Doha... "É o pior lugar de todos. É perto das medalhas... No ano passado perdi o bronze no último salto!"
Por Fábio Lima. Rio de Janeiro. Brasil