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A canoísta Teresa Portela lamentou esta terça-feira o facto de ter disputado a "final errada" nos Jogos Olímpicos Tóquio'2020, pois considerou que tinha "claramente valor" para estar entre as finalistas olímpicas em vez de ser 10.ª em K1 200 metros.
"Fiz a 'final' um pouco antes, que foi a minha meia-final. Já sabia que ia ser muito complicada. As quatro primeiras na final foram as que passaram na minha série. Fiquei triste por isso. Tive o sexto melhor tempo das semifinais e fui à final B. Ganhá-la foi a oportunidade de mostrar que merecia estar na outra final", constatou a portuguesa.
Na prova que decidia o acesso à regata das medalhas, Teresa Portela foi sexta com o tempo de 39,301 segundos, melhor em cerca de quatro décimos de segundo do que a vencedora da outra série.
"Normalmente tenho sempre essa sorte de calhar na meia-final mais complicada, mas acreditei sempre que era possível, embora não dependesse só de mim. Tinha de fazer a minha prova perfeita e uma das minhas adversárias, que reconheço estarem num nível um pouco acima, falhar, mas isso não aconteceu", reconheceu.
Ainda sobre a semifinal, assumiu que ir na pista dois a deixou um pouco "fora de prova, sem controlo com o que ia acontecendo", pelo que foi só no fim que percebeu que não daria para ir à final, onde desejava bater o oitavo lugar em Londres'2012 no K1 200 metros.
Depois, na luta pelo melhor lugar a partir do 10.º, Teresa Portela liderou de início ao fim, "pois esse lugar é melhor do que o 11.º ou outro qualquer e eu quero sempre fazer parte das melhores".
Quarta-feira, inicia a prova de K1 500 metros, na qual também compete Joana Vasconcelos, empenhada em tentar melhorar o 11.º posto nesta distância no Rio'2016. "Não preparei esta prova, não sei o que vai ser. Mas tento ser melhor a cada dia, como pessoa e como atleta. Quero desfrutar e fazer o meu caminho", completou.
Esta é a quarta presença olímpica de Teresa Portela, que no Rio'2016 foi 11.ª em K1 500 metros.
Por Lusa