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Duplas lusas apontam ao top 10 em Tóquio

A vela portuguesa assegurou um quinteto nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Antes da qualificação de Carolina João na classe ILCA 6, já Jorge Lima e José Costa tinham garantida a quota na 49er, no campeonato do Mundo de classes olímpicas em Aarhus, Dinamarca, e também os irmãos Diogo e Pedro Costa do 470, haviam conseguido a qualificação no Campeonato do Mundo 470, em Vilamoura.

A dupla Lima-Costa aponta ao top 10: "Estamos a querer garantir chegar a 100% aos Jogos e tentar um resultado que penso que seria realista, um top 10." E os portugueses, que passaram recentemente por uma situação difícil no Mundial da Austrália, ao ficarem longe dos melhores lugares devido a um problema no mastro, reconhecem benefícios. "Passámos dois meses no Japão em 2019 e temos perfeita noção das condições. Em teoria, podem ser boas para nós", assumiu José Costa.

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Discurso semelhante têm Diogo Costa e Pedro Costa, dupla vice-campeã do Mundo. "Partimos para os Jogos com uma boa ambição e apontamos para ficar no top 10. Chegar ao topo uma vez não é fácil, mas é fazível, mantermo-nos por lá é que é mais complicado e nós temos essa responsabilidade. Mas mantemos o foco", sublinhou Diogo. 

História que não se apaga

A primeira vitória olímpica de Portugal na vela chegou em 1948. Foi o barco dos irmãos Duarte e Fernando Bello, desde os Jogos de Londres, que trouxe a primeira medalha de prata. Quatro anos mais tarde, em 1952, foi a vez de Joaquim Fiúza e Rebelo de Andrade trazerem o bronze para território luso, a partir de Helsínquia. E a seguinte medalha de prata chegou na olimpíada de Roma, por intermédio da dupla de irmãos Mário Quina e José Quina. Mas daí, a vela lançou-se para uma travessia de 36 anos sem conhecer as feições a uma conquista. Só em 1996, em Atlanta, é que Portugal voltou a ser chamado ao pódio. Por essa altura, foi a dupla Hugo Rocha e Nuno Barreto que encheu o peito e conseguiu agarrar o bronze. Nos Jogos que se seguiram, - de Sydney, Atenas, Pequim, Londres e Rio de Janeiro - a armada lusa não sorriu como antes.

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Por Rita Pedroso
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