_

Francisco Mendes em 9.º no Europeu (-60 kg) após erro técnico

O judoca da Académica, Francisco Mendes, venceu pela primeira vez na carreira um combate num Europeu, ao bater esta sexta-feira o britânico Samuel Hall na categoria de -60 kg, em competição que se iniciou em Sófia, na Bulgária.

Francisco Mendes, 91.º do ranking mundial e medalha de bronze no European Open de Praga'2022, ganhou por ippon, ao 29.º da lista FIJ, passando aos oitavos-de-final.

PUB

Nessa fase, o único estreante da Seleção, de 24 anos, encontrou o primeiro cabeça-de-série da prova, o ucraniano Artem Lesiuk (6.º), mas não resistiu ao principal favorito, ao ser desclassificado, para acabar em 9.º lugar.

O combate durou por pouco tempo, após desclassificação: "Cometi um erro técnico e levei um vermelho, por ação perigosa. Não fiz por mal, foi para equilibrar-me que meti a perna, num gesto que pôs em risco as articulações do adversário. Era um dos favoritos, custa perder assim, mas ganhei um combate e acaba por ser uma participação positiva. Tenho tido um trabalho linear e agora o objetivo é continuar a somar pontos no ranking para ser cabeça-de-série nas grandes provas."

"O Francisco Mendes é um judoca com muito talento e que tem trabalhado bem. Promete muito", considerou João Neto, treinador da Académica, que acompanha o jovem, companheiro no clube de Coimbra da olímpica Catarina Costa (-48 kg).

PUB

No mesmo peso, Rodrigo Lopes (27.º), do Benfica, perdeu por wasari com o holandês Tornike Tsjakadoea ao primeiro combate.

O judoca das águias ficou desiludido: "Depois dos bons resultados em Praga (bronze) e Grand Slam de Antália (5.º), esperava mais, perante um adversário a quem já tinha vencido. Mas ele estudou-me muito bem e soube contrariar o meu judo. Seja como for, temos uma seleção muito homogénea e todos podem chegar a um bom lugar", considerou Rodrigo Lopes.

Já Joana Diogo (Judo Clube de Coimbra), 48.ª do ranking (-52 kg), também foi 9.ª. Ganhou à italiana Martina Castagnola (47.ª), por ippon, e perdeu (wasari) com a francesa Amandine Buchard (1.ª), vice-campeã olímpica em Tóquio'2020.

PUB

Por Alexandre Reis
Deixe o seu comentário
PUB
PUB
PUB
PUB
PUB