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O presidente da Federação Portuguesa de Judo (FPJ) defendeu esta egunda-feira o adiamento dos Jogos Olímpicos de Tóquio'2020, referindo que o Comité Olímpico Internacional (COI) deveria seguir o exemplo da UEFA, que adiou para 2021 o Europeu de futebol.
"Defendemos o adiamento para 2021. A UEFA também adiou [o Europeu] e o COI deveria fazer o mesmo", disse à agência Lusa Jorge Fernandes, justificando com a ausência das competições de apuramento e a própria ansiedade dos desportistas.
Os Jogos Olímpicos de Tóquio'2020 estão marcados para o período entre 24 de julho e 9 de agosto, enquanto o Europeu de futebol, que deveria decorrer entre 12 de junho e 12 de julho, foi adiado um ano devido à pandemia da Covid-19.
Já hoje, o presidente da World Athletics, o britânico Sebastian Coe, defendeu o adiamento dos Jogos Olímpicos, elencando três razões de maior, entre as quais a ausência de integridade, de condições iguais, entre atletas.
"Não é num mês que os atletas se preparam para estarem nas melhores condições, o judo é uma modalidade muito física, mas além disso há um pânico e uma grande ansiedade no que se vive, há que ganhar confiança", explicou o dirigente.
Jorge Fernandes alertou ainda para o que alguns analistas dizem, quanto à possibilidade de uma 'segunda vaga' na pandemia da Covid-19, e que, também por isso, seria de "bom senso adiar os Jogos para 2021".
"Subscrevo o pedido do Sebastian Coe", assinalou o dirigente máximo do judo português.
O atual cenário tinha Portugal com a sua maior delegação de sempre, com oito judocas em lugar elegível para os Jogos, e à espera de apurar um terceiro elemento masculino, em -60 kg, -66 kg ou -73 kg, para poder também competir em Tóquio como equipa.
"Seria a maior delegação de sempre. E julgo que conseguiríamos", disse ainda à Lusa o dirigente, lembrando que 2019 foi aquele que considera o melhor ano da modalidade em Portugal, ano em que Jorge Fonseca (-100 kg) foi o primeiro português campeão mundial, e Bárbara Timo (-70 kg) foi vice-campeã mundial.
Face à crise sanitária existente, a Federação Internacional de Judo suspendeu a atividade até 30 de abril, situação que a FPJ vai acompanhar e alargar também, depois de uma primeira paragem nos eventos internos, mas apenas até final de março.
"Tínhamos o campeonato nacional de sub-23 e alguns estágios, que também vamos cancelar", adiantou o dirigente em relação a provas nacionais.
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