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Marco Morais: «Olho para os que estão e não para os que não estão»

Marco Morais
• Foto: Luís Manuel Neves

O selecionador português de judo, Marco Morais, está confiante para os Europeus em Tbilissi, apesar das baixas sonantes numa equipa a que não falta vontade e empenho de somar o maior número possível de combates.

"Terei de partir sempre com ambição. Se partir com pouca ambição, também é um sinal que não estou a confiar no que as atletas podem fazer. Portanto, olhando para a equipa feminina, pela sua experiência, é tentar fazer o maior número de combates possível", disse o treinador à agência Lusa.

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Marco Morais optou por não dar importância às ausências na equipa, que compete a partir de quinta-feira sem a campeã europeia Patrícia Sampaio, bem como sem Catarina Costa, Taís Pina, Jorge Fonseca e João Fernando.

"Apesar de saber que estamos desfalcados, eu olho para os que estão. Não olho para os que não estão. Pronto, quem não está, não está, é com os que estão presentes que iremos contar para disputar. É uma equipa, o masculino se calhar mais jovem. No feminino, é uma equipa mais experiente", referiu.

Entre as mais experientes, e mais velhas, estão as únicas olímpicas lusas em Tbilissi e já medalhadas em Europeus: Bárbara Timo, de 35 anos, que fará o seu sétimo Europeu, e Rochele Nunes, de 36, que estará pela sexta vez na competição continental.

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As duas judocas, de origem brasileira e que passaram a competir por Portugal em 2019, carregam o peso do currículo em Tbilissi, mas numa fase da carreira em que têm dificuldades diferentes: Nunes regressou após ter sido mãe e Timo ainda se reajusta em -70 kg.

"Está, neste momento, a ganhar ritmo competitivo. Estamos também a olhar um pouco para a sua recuperação de forma, olhando para a frente naquilo que é o apuramento olímpico. Esta será a sua terceira competição", assinalou o treinador sobre Rochele Nunes.

Em relação a Bárbara Timo, Marco Morais lembrou a mudança de categoria da judoca, com um regresso aos -70 kg a exigir uma nova adaptação, já na casa dos 30 anos, mas sublinhando o empenho e seriedade da judoca.

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"O empenho e a seriedade que põe no treino e no trabalho dão-nos garantias de nos representar bastante bem neste nível. (...) Olho mais no sentido de andar para a frente, fazer um maior número de combates, tentar estar nos momentos importantes da prova, que são as disputas das medalhas", acrescentou.

Sem falar em metas concretas, o selecionador enquadra estes Europeus no caminho de qualificação olímpica, que começará a partir de junho, e no objetivo de continuar a ganhar pontos, somados a cada passo em frente na competição.

"A consequência disso serão pontos que iremos acumular", assinalou.

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Portugal compete a partir de quinta-feira nos Europeus de Tbilissi com sete judocas: Maria Siderot (-52 kg), Bárbara Timo (-70 kg), Rochele Nunes (+78 kg), Bernardo Tralhão (-60 kg), Miguel Gago (-66 kg), Otari Kvantidze (-73 kg) e Diogo Brites (+100 kg).

Os Europeus decorrem entre 16 e 19 de abril, no Palácio Olímpico dos Desportos da capital georgiana, com a participação de 407 judocas, 231 masculinos e 176 femininos, provenientes de 46 países.

Por Lusa
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