O promotor do Mundial de Fórmula 1 (Formula One Group/Liberty Media) foi muito criticado por reagir de forma tardia aos efeitos da pandemia da COVID-19, ao permitir que as equipas enviassem os seus colaboradores para Melbourne (Austrália), onde a temporada 2020 deveria ter começado a 15 de março. O alcance e efeitos desta decisão estão ainda por medir com exactidão, mas alguns depoimentos, como este de Helmut Marko, permitem perceber que se correram riscos desnecessários.
O conselheiro de Dietricht Mateschitz - dono da multinacional Red Bull - para a F1, apontou à ‘Autobild’ como paradigma desta situação a escala feita pelas equipas no Dubai, na viagem de regresso de Melbourne, após o cancelamento do GP da Austrália:
"Ali, milhares de pessoas provenientes de vários países permaneceram amontoadas num espaço muito confinado. Tossiam para cima uns dos outros, davam encontrões uns nos outros, tocavam acidentalmente uns nos outros…para mim aquilo foi o local ideal para se ficar infectado por este vírus", começou por dizer o austríaco de 76 anos.
Markko escapou e esse facto levou-o a concluir: "Só não aconteceu a quem já tivesse desenvolvido resistências a esta doença."
O antigo piloto acredita que é esse o seu caso. E explicou porquê: "A meio de fevereiro estive muito constipado e com tosse forte. Fiquei assim 10 dias, o que comigo é muito tempo. Hoje estou convencido que tudo se deveu a este vírus, pois caso contrário não teria sobrevivido [sem ficar infectado] ao que se passou no aeroporto do Dubai na viagem de regresso."
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