«Éramos como atores do filme da Mercedes»: Alonso diz que domínio alemão levou-o a sair em 2018

• Foto: Reuters

Tal como em qualquer outra modalidade, no automobilismo ninguém gosta de ver os adversários a ganhar e ficar de fora da 'festa' corrida após corrida. Foi assim dessa forma que se sentiu Fernando Alonso, como o próprio contou recentemente em declarações ao 'Financial Times', explicando o motivo que o levou a abandonar a Fórmula 1 em 2018 para cumprir um hiato que durou dois anos.

"Quando deixei a F1 em 2018, senti que o desporto estava muito previsível, o domínio da Mercedes era demasiado para eu gostar de estar presente no desporto. Éramos como atores do filme da Mercedes, não podíamos lutar [por uma vitória] em nenhum momento", revelou o experiente piloto espanhol, duas vezes campeão mundial da categoria, em 2005 e 2006.

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Cumpridos os dois anos de ausência na Fórmula 1, Fernando Alonso regressou à competição em 2021 pela porta da Alpine, equipa pela qual conquistou o seu primeiro pódio desde 2014, no Grande Prémio do Qatar. Em 2023, viria a estar novamente em destaque na F1, com a conquista de oito pódios e um 4.º lugar no Mundial de pilotos, com apenas menos 79 pontos que Sergio Pérez, 2.º classificado nesse ano ao volante do dominante RB19, mas, desta feita, ao volante da Aston Martin.

"Quando tenho o equipamento certo, ainda consigo fazer coisas positivas. Eles [os outros pilotos] devem ter-me sempre em consideração, mesmo que o carro não esteja nas melhores condições. Sempre serei um guerreiro. Não mudei minha abordagem", vincou.

Por Sérgio Magalhães
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