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O clima aqueceu na Alpine nas últimas do Grande Prémio de Espanha, em que Franco Colapinto terminou no 7.º lugar. No entanto, a tensão instalou-se no Madring quando o argentino alcançou Pierre Gasly na penúltima volta e insistiu pelo rádio, a pedir a troca de posição, algo que nunca chegou a acontecer. O francês teve de ir à box e só assim perdeu o posto, enquanto Colapinto, que estava muito pressionado por Oscar Piastri, lá segurou o 7.º lugar final. No entanto, toda a novela fez com que Gasly - e a portuguesa Kika Cerqueira Gomes, sua namorada -fosse alvo de insultos e ameaças por parte de adeptos argentinos.
"Parece-me preocupante. Sou um atleta de elite, então sei que estou exposto. Sempre foi assim, mas chegar a este extremo de ameaças e ataques parece-me completamente inapropriado, especialmente quando é dirigido a familiares, namorada, etc. Não pode acontecer. Temos de encontrar maneira de tornar o desporto um lugar mais saudável porque estamos expostos e sabemos que vamos ser atacados. Podes gostar das pessoas ou não, isso é perfeitamente normal. Mas há limites que não se devem cruzar só porque estás por trás de um ecrã e de um teclado. E estão a ser cruzados com demasiada frequência", considerou o piloto francês da Alpine.
Colapinto, por seu turno, defendeu Gasly. "Há que melhorar o que aconteceu nas redes. O resto é tema de corrida e fica na equipa. O ódio e tudo é algo que nenhum dos pilotos quer. Aconteceu-me a mim no passado, à equipa e ao Pierre. Como fanáticos do desporto há que trabalhar nisso. As palavras que dizemos têm um efeito grande e devem apoiar-me a mim porque são meus fãs, desfrutar de um dos melhores fins-de-semana que tive, mas sem mandar nenhum tipo de mensagem que afete outro. Somos companheiros e estamos num projeto muito maior", destacou.
Quem também não gostou nada dos insultos foi Flavio Briatore. O diretor da Alpine deixa um aviso sério... aos argentinos. "Se querem apoiar o Franco, façam-no de maneira respeitosa e leal, não como vejo nas redes sociais. Se isto continuar assim, vai chegar um momento em que o Franco vai deixar de falar com todos. Se continuar assim, deixaremos de dar entrevistas à televisão argentina. Iremos parar porque não faz sentido o que temos lido. Na Argentina têm a sorte de ter um piloto promissor. Franco está a evoluir e está muito melhor este ano. Precisamos que o apoiem da maneira certa. Tenham respeito", afirmou.