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Os números não mentem. Desde 1991, o seu ano de estreia na Fórmula 1, que Michael Schumacher não tinha um início de época tão mau. Já lá vão duas corridas (Austrália e Malásia) e "Schumi" ainda não logrou pisar o pódio e ocupa o quinto lugar do Mundial, liderado por Raikkonen e Coulthard. Mau de mais para o pentacampeão que tem este fim-de-semana, no Grande Prémio do Brasil, em Interlagos, um desafio à altura.
Respeitando o adágio "Para tempos difíceis, medidas desesperadas", Michael Schumacher vai recorrer aos serviços de um "velho amigo", o Ferrari F2002, ao invés do novo F2003-GA. Uma decisão que o próprio campeão explica: "O F2002 é um carro fiável e isso é um factor crucial em Interlagos."
Traçado exigente
De facto, o circuito de São Paulo não é "pêra doce". Um traçado exigente, com curvas que puxam pela mecânica dos carros e pelo físico dos pilotos. Rubens Barrichello, o brasileiro da Ferrari, conhece o circuito como ninguém: "Fisicamente é duro, especialmente para o pescoço, uma vez que corremos contra o sentido dos ponteiros do relógio, mas também para os motores, pois perde-se um pouco de potência devido à altitude."
Nada que assuste Michael Schumacher, que recorda o que se passou na última temporada, em que a Ferrari surpreendeu toda a gente com uma "dobradinha" quinze dias depois de Ralf Schumacher ter vencido na Malásia: "O ano passado, ninguém estava à espera que viéssemos aqui ganhar. De certa forma, a situação é muito semelhante. Vai ser difícil, é claro, mas podemos ganhar. Pelo menos vamos fazer tudo para ter sucesso."
Schumacher como Pelé
Michael Schumacher provou diante de 15 mil pessoas que é quase tão bom de bola como ao volante. O pentacampeão mundial actuou num jogo de beneficiência organizado pelo Santos, a antiga equipa de Pelé, e não destoou. "Schumi" fez um túnel a um adversário e marcou um golo de penalti, num encontro que terminou 3-3.
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