_
O britânico Lewis Hamilton e o alemão Nico Rosberg partem como favoritos à conquista de mais um título mundial de Fórmula 1 para a Mercedes, enfrentando a concorrência de uma Ferrari reforçada com o tetracampeão Sebastian Vettel.
Depois do domínio absoluto exercido em 2014, que lhe valeu o primeiro título mundial, com 16 triunfos nas 19 corridas do calendário, a equipa alemã volta a partir na frente da concorrência, desde logo devido à fiabilidade que o motor da marca voltou a manifestar nos testes de pré-temporada.
Os 11 Grandes Prémios conquistados na época passada conferem ao campeão em título, Lewis Hamilton, o estatuto de cabeça de cartaz da 66.ª edição da competição, que arranca domingo, na Austrália, mas a principal ameaça ao britânico surge precisamente dentro da própria Mercedes.
O germânico Nico Rosberg, segundo classificado em 2014, prepara-se para travar nova batalha com o companheiro de escuderia e desta vez com legítimas aspirações ao trono da Fórmula 1, não só pelo desempenho da temporada transata, mas também pelo registo nas últimas corridas de preparação, realizadas em Barcelona.
Por seu lado, a Ferrari vem de um ano a todos os níveis dececionante, com o quarto lugar do Mundial de construtores e, principalmente, sem qualquer vitória averbada, algo que não sucedia desde 1993, quando Jean Alesi e Gerhard Berger também ficaram em branco.
No entanto, a chegada de Sebastian Vettel (ex-Red Bull-Renault) trouxe nova vida ao emblema de Maranello, que tem no tetracampeão mundial (2010 a 2013) um reforço de peso para atacar 2015, depois de ter perdido Fernando Alonso para a McLaren-Honda.
Ainda assim, nesta fase inicial, o piloto alemão, que formará dupla com o finlandês Kimi Räikkönen, parece partir em desvantagem relativamente a Hamilton e Rosberg, cabendo-lhe contrariar as previsões nas primeiras corridas da época.
Outra das expetativas para este ano prende-se com o confronto entre Red Bull-Renault, Williams-Mercedes e McLaren-Honda, qualquer uma delas com possibilidades de causar impacto no Mundial, nomeadamente as duas primeiras.
Na Red Bull-Renault - que mantém o português António Félix da Costa como piloto de testes -, Daniel Ricciardo assume agora o papel principal, na sequência da saída de Vettel, e terá como colega de equipa o russo Daniil Kvyat (ex-Toro Rosso-Renault).
O australiano, que em 2014 terminou no terceiro lugar, atrás da dupla da Mercedes, terá pretensões de voltar a intrometer-se nos lugares da frente, a começar pela corrida inaugural, que se realiza no seu país.
Já a Williams-Mercedes, manteve a dupla Valtteri Bottas (quarto) e Felipe Massa (sétimo), que ofereceu à marca britânica o melhor registo dos últimos 11 anos (terceiro lugar entre os construtores). De resto, o finlandês provou no ano passado que terá de ser levado em conta, ao subir por seis vezes ao pódio.
Por outro lado, a McLaren-Honda, agora em parceria com a Honda, parece surgir com menores probabilidades de sucesso no arranque da competição, desde logo porque não poderá contar com o recém-chegado Fernando Alonso (ex-Ferrari) no primeiro Grande Prémio, em virtude do acidente que o espanhol sofreu nos testes em Barcelona.
Porém, as aspirações da escuderia passarão certamente por tentar superar o quinto lugar da geral de construtores do ano passado, contando para isso com dois campeões do Mundo: Alonso (2005 e 2006) e o britânico Jenson Button (2009).
O Campeonato do Mundo de Fórmula 1 deste ano terá menos uma equipa (10), devido ao abandono da Caterham, sendo que a Marussia, que esteve em dúvida durante vários meses, acabou por reerguer-se das cinzas e garantiu lugar na grelha, agora com o nome de Manor.
No plantel de pilotos, destacam-se as estreias do brasileiro Felipe Nasr (Sauber-Ferrari), dos espanhóis Carlos Sainz Jr (Toro Rosso-Renault) e Roberto Mehri (Manor-Ferrari) e do holandês Max Verstappen (Toro Rosso-Renault), que, aos 17 anos, será o piloto mais jovem de sempre a participar na principal disciplina do desporto automóvel.
O Grande Prémio da Austrália volta a ser o primeiro de um calendário com 20 provas, mais uma que em 2014, devido à introdução do GP do México, que não figurava no mapa da F1 desde 1993.
A 66.ª edição do Campeonato do Mundo de Fórmula 1 arranca este domingo, no circuito de Melbourne, às 5 horas, e termina a 29 de novembro, em Abu Dahbi.