Davide Brivio e a nova moto de Miguel Oliveira: «É como se tivesse mudado de marca!»

2024 marca uma nova vida para Miguel Oliveira em termos de equipa no MotoGP, agora na norte-americana Trackhouse, mas também representará um salto de dois anos na moto que o português terá à disposição. Em 2023, por estar na equipa satélite da Aprilia, teve de 'contentar-se' com a máquina do ano anterior. Este ano, em face do forte investimento da nova equipa, terá a mesma RS-GP24 da formação principal, algo que para Davide Brivio, o novo diretor desportivo da equipa do piloto de Almada, é um "salto enorme".

"O Miguel passou da moto de 2022 para 2024. Parece-me um salto enorme. O que sinto é que é quase como se estivesse a mudar de marca. Não sei se é verdade ou não. Têm de perguntar-lhe. O que digo é que não se trata apenas de uma evolução. É um enorme salto. E isso diz-te o quão diferentes são as duas motos de um ano ou dois para os outros", disse ao portal 'Crash' o italiano, que volta ao MotoGP depois de uma passagem pela Fórmula 1, onde esteve na Alpine.

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Nome forte na história do mundial de velocidade, com passagens pela Yamaha e Suzuki, onde ajudou de forma decisiva nos títulos de Valentino Rossi e Joan Mir, o transalpino de 59 anos fala com conhecimento de causa e diz ver a Aprilia capaz de lutar por vitórias este ano. "A Ducati é muito forte. Dominaram a última temporada e têm a moto que todos querem bater. Mas acho que a Aprilia está em boa posição para lutar contra a Ducati, juntamente com a KTM. Isso também algo entusiasmante, tentar lutar contra os mais fortes, aqueles que estão a dominar. Por isso é que é bom estar na Aprilia neste momento, porque creio que temos uma das melhores motos", disse.

Brivio mostra-se até orgulhoso por ver as inovações da equipa de Noale serem seguidas pelos concorrentes. "Estamos a trabalhar muito na aerodinâmica da moto de 2024. Pelo que vejo até as outras equipas nos estão a copiar. O que é fantástico. É quase como um feito alcançado... Por isso creio que a Aprilia está numa boa posição para desafiar. Claro que a Ducati precisou de muitos anos para lá chegar e esperemos que a Aprilia siga o mesmo caminho, isto sem subestimar os outros, como a KTM".

O Mundial de MotoGP arranca este fim de semana no Qatar, para um fim de semana com corrida Sprint no sábado e prova principal no domingo, às 17 horas.

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Por Fábio Lima
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