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Jorge Martín protagonizou um dos momentos mais tensos do Grande Prémio de Portugal de MotoGP, devido à violenta queda que sofreu no FP3, no sábado, que levou à suspensão da sessão e o transporte de urgência para o hospital de Faro, onde viria a ser operado. As imagens correram o mundo, por conta do impacto e da violência da queda, mas a verdade é que o rookie escapou apenas com algumas fraturas de um acidente que poderia ter resultado em algo bem pior.
E muito do mérito desse facto se deve ao material de proteção que o espanhol levava, que o fez suportar durante largos segundos demolidores impactos com o solo. Segundo dados da 'Alpinestars', a marca que equipa e protege alguns dos principais pilotos do campeonato, o piloto de 21 anos esteve 5,2 segundos fora de controlo desde o momento em que 'perdeu' a sua Ducati, tendo sofrido quatro impactos significativos com o solo, nos quais teve de suportar pelo menos 25G's - dois deles chegaram mesmo os 26G.
Dados incríveis que mostram tanto a eficácia dos equipamentos de proteção, mas também a resistência física do jovem rookie espanhol. É que, diz a ciência, o corpo humano é apenas capaz de suportar acelerações até aos 6G durante cinco segundos, um limite que normalmente leva à perda de consciência ou até piores consequências. É certo que os atletas de alta competição normalmente conseguem superar essa barreira, como por exemplo os pilotos de acrobacias aéras, que chegam a experenciar 9G's. Outro exemplo é a Fórmula 1, sendo o caso mais recente o de Romain Grosjean, que no seu violento acidente no Bahrein suportou 67G's.
Por Record