Catalogado pela Toyota como “crossover urbano”, o irreverente Urban Cruiser tem procurado distinguir-se de alguma monotonia vigente no segmento dos veículos utilitários. Não apenas por apontar a clientela de “espírito activo e aventureiro”, mas também porque assume alguma entidade “Premium” dentro do segmento.
Com alguns traços de monovolume compacto e jogando com linha estética que tem aproximações a um SUV, o Urban Cruiser foi construído a partir da plataforma do Yaris e tem, também por isso, dimensões que o recomendam (como o nome indica) nos desafios citadinos. Os 3,930 metros de comprimento ajudam na agilidade e no momento de estacionar, ao mesmo tempo que a habitabilidade não sai prejudicada.
O espaço interior é, aliás, um dos pontos a destacar, quer nas condições colocadas à disposição dos passageiros dos bancos traseiros, quer nos lugares da frente. Sentados no banco do condutor, encontramos filosofia jovial no painel de instrumentos e na consola central (materiais ao nível do que é seguido no segmento), ao mesmo tempo que é relevada a posição de condução elevada e de fácil acerto.
No contacto com a versão diesel 1.4 D-4D de 90 cv, ficaram bem expressas as boas relações entre esta motorização e o restante conjunto. Ágil, de respostas rápidas e aproveitando bem o facto de ter uma caixa manual de 6 velocidades, o Crusier resolveu desafios citadidos, foi estradista “q.b” e mostrou-se poupado nos consumos – embora acima dos anunciados 4,5 litros.
Esta versão tem preço naturalmente superior ao Urban Cruiser gasolina (1.3l de 101 cv) e pode ser proposta com tração integral – o topo de gama. O valor de entrada está colocado nos 18.805 euros e sobe gradualmente caso o nível de equipamento tenha mais benesses.