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Carlos Sousa, no 11.º lugar, foi o melhor piloto português dos carros na 1.ª etapa do 32.ª edição do Dakar Argentina Chile, disputada entre Colon e Cordoba (ambas na Argentina), a 7m22s do vencedor, Nani Roma, que cumpriu o percurso em 2h11m15s. O espanhol bateu o compatriota Carlos Sainz por 2m07s e o francês Stefan Peterhansel por 2m50s.
Afastado da competição desde o verão, Sousa sentiu algumas dificuldades para se concentrar e entrar de imediato no ritmo: "Foi o primeiro contacto com o carro após vários meses de inatividade e pela frente tivemos logo um tipo de traçado extremamente rápido, a exigir alguma confiança no carro. Mas pior foi constatar o resultado prático das limitações que nos foram impostas a nível de restritor, pois mesmo com o acelerador a fundo não conseguimos ultrapassar os 170 km/h de ponta, quando os nossos adversários diretos chegaram a atingir velocidades na ordem dos 190 km/h", começa por explicar Carlos Sousa.
Sem surpresa, o piloto chegou a estar afastado do top-20 nos primeiros parciais, só se conseguindo aproximar dos mais rápidos na parte técnica do traçado: "A partir do meio da especial, sinto que já não perdi tanto tempo e o carro revelou um comportamento irrepreensível. Cheguei a estar a apenas 1 segundo do 8.º, à passagem do penúltimo CP, mas acabei depois por perder algum tempo nos 10 quilómetros finais, porque entrei no pó do concorrente que partiu à minha frente. Achei que não valia a pena arriscar porque já estávamos muito próximos do final. Mas a verdade é que terei perdido uma ou duas posições à geral", lamentou o piloto à chegada, através da sua assessoria de imprensa.
O Mitsubishi de Sousa chegou quase 5 minutos antes do de Miguel Barbosa, que concluiu na 16.ª posição, a 12m07s do vencedor da etapa, dois lugares acima de Ricardo Leal dos Santos, que colocou o BMW X5 na 18.ª posição, com apenas pilotos de fábrica ou de ex-viaturas oficiais à sua frente.
"Estou muito satisfeito com o resultado. Sabia que era importante andar bem neste primeiro dia para não ser travado por concorrentes mais lentos, como aconteceu, já que estive quase 50 quilómetros para ultrapassar o carro que partiu à minha frente", salienta à sua assessoria de imprensa Ricardo Leal dos Santos, que era primeiro entre os portugueses ao Km 75: "Inicialmente havia uma zona mais encadeada, boa para o meu BMW, mas nas zonas mais rápidas sei que perdi tempo em relação a concorrentes com máquinas mais equilibradas do que a minha. Estar entre os 20 primeiros à partida da 2.ª etapa vai ajudar muito".