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Está tudo preparado para hoje arrancar mais uma edição do Rali Dakar, a sexta por terras sul-americanas. Portugal apresenta-se em competição com sete motards, dos quais três têm aspirações à vitória final; e com duas duplas completamente nacionais nos carros. Nesta categoria, há ainda dois portugueses nas funções de copiloto.
Paulo Gonçalves (que pela primeira vez se apresenta no Dakar como piloto oficial da Honda) terminou no 10.º lugar a prova do ano passado, mas neste o piloto de Esposende surge com o título de campeão mundial de todo-o-terreno em motos e, por isso, é natural que a sua ambição passe pela vitória. “O objetivo é ambicioso, mas, tendo em conta a luta que travei com Marc Coma [apontado como principal favorito] durante todo o ano e o facto de ter vencido no final, mostra que estou cada vez melhor, a navegar cada vez melhor e que é possível discutir o pódio”, admitiu Paulo Gonçalves.
Também Ruben Faria sonha em chegar a Valparaíso, no Chile, a 18 de janeiro, sem concorrência. O piloto algarvio, que em 2013 foi “mochileiro” do francês Cyrill Despres, o único que terminou o Dakar à sua frente, é neste ano o piloto principal da KTM e, por isso, não terá de abdicar de fazer a sua corrida, apesar de admitir que o fará se não se sentir a 100% e se a sua equipa precisar de ajuda: “Venho de uma lesão que ainda não está totalmente curada, mas vou dar o meu máximo. Quero fazer melhor do que já fiz, mas se não estiver bem classificado e se a equipa precisar de ajuda, obviamente que vou ajudar.”
Já Hélder Rodrigues, piloto n.º 1 da Honda que por duas vezes terminou a competição na 3.ª posição (em 2011 e 2012), tendo também já ostentado o título de campeão do Mundo, é o outro português assumidamente candidato ao título. “O meu objetivo é vencer. É isso que eu quero, melhorar o 3.º lugar que já fiz por duas vezes. É para isso que trabalhamos”, garante.
Quanto à competição nos carros, a dupla liderada por Carlos Sousa (que faz a sua 15.ª participação) mostra-se menos ambiciosa para esta edição, admitindo limitações técnicas no Haval que põem a fasquia num lugar entre o top 10.
Quatro especiais sem assistência
Uma das novidades nesta edição, além da passagem pela Bolívia que integra pela primeira vez o traçado da prova, são as etapas-maratona em que os pilotos terão de percorrer quatro especiais sem assistência. A primeira começa ao 3.º dia de competição, num trajeto de montanha ainda na Argentina. Já a segunda maratona é disputada pelas motos na Bolívia.
O recordista Peterhansel
O francês Stéphane Peterhansel é à partida o favorito à vitória em carros. O piloto da Mini, recordista de títulos, com um total de 11 (seis em motos e cinco em carros), quer subir ao primeiro lugar do pódio pelo terceiro ano consecutivo.
Porém, Peterhansel, de 48 anos, aponta 5 adversários à conquista do título: o qatari Nasser al-Attiyah, vencedor em 2011; o espanhol Nani Roma (vencedor de motos em 2004 e 2.º nos carros em 2012); o argentino Orlando Terranova (cujo copiloto é Paulo Fiúza); o sul-africano Giniel de Villiers; e o espanhol bicampeão mundial de ralis Carlos Sainz, vencedor do Dakar em 2010.
Nas motos, destaque ainda para o francês Cyril Despres que, depois de cinco títulos ao serviço da KTM, neste ano se apresenta com uma Yamaha, e para o espanhol Marc Coma, três vezes vencedor desta prova.