_
O piloto Hélder Rodrigues (Yamaha) afirmou esta quinta-feira que espera dificuldades ao longo da edição de 2016 do Rali Dakar, prova em que participará pela 10.ª vez e que espera que seja completamente nova, mas "à moda antiga".
"O Dakar vai ser completamente novo. A entrada do Marc Coma na organização da competição pode trazer muitas mudanças à corrida. Acredito que teremos um Dakar mais à moda antiga, ou seja, mais difícil, tanto em termos de mecânica como de navegação", afirmou à sua assessoria de imprensa.
Depois da apresentação oficial da prova, na quarta-feira, em Paris, o 'motard' destaca a segunda semana como a mais difícil do rali, embora saliente troços como o do quarto dia, já na Bolívia, com uma extensão de 592 quilómetros em altitude.
"Logo no quarto dia de corrida vamos entrar na Bolívia e a etapa vai-se realizar a 3.600 metros de altitude o que não será fácil para os pilotos. Vamos ainda encontrar uma longa etapa de 592 quilómetros, também cumprida na Bolívia e em grandes altitudes. No entanto, as grandes dificuldades chegam na segunda semana do rali onde vamos encontrar mais areia", disse.
Com o registo 'invejável' de ter concluído todas as nove participações na prova, o português, que conta com dois pódios no mais difícil rali do mundo (3.º classificado em 2011 e 2013), diz-se motivado para uma prova que parte com responsabilidades acrescidas, pois lidera uma das formações candidatas à vitória.
"Neste momento, estou a ultimar detalhes para a minha participação no Dakar e estou muito motivado para esta prova. Confesso que estou feliz com todo o trabalho que desenvolvemos até agora. Vou lutar para obter bons resultados e acredito que posso alcançar uma boa classificação neste Dakar", disse.
A oitava edição da prova em solo sul-americano parte de Buenos Aires, a 02 de janeiro, percorrendo um total de 9.300 quilómetros -- dos quais 4.700 a 4.800 cronometrados -, até à chegada, a Rosário, no dia 16, mas sem passagem por alguns locais emblemáticos, no Chile e no Peru.
O Chile foi o primeiro a abdicar da prova, em consequência das inundações que provocaram grandes danos no norte do país, mas o Peru, que voltaria a receber o Dakar após dois anos de ausência, desistiu pouco depois, para se concentrar na gestão do risco motivado pelo fenómeno climatérico El Niño.
A Argentina, o único país que marcou presença em todas as oito edições da prova disputadas naquele continente, será ainda 'dominadora' em 2016, recebendo o prólogo, o dia de descanso, a 10 de janeiro, em Salta, e falhando apenas uma etapa na sua totalidade, a sexta, precisamente, no salar de Uyuni.