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Lisboa-Dakar: Terror coloca rali em xeque

O Lisboa-Dakar foi colocado em xeque pelo governo francês, que desaconselhou os participantes a passar pela Mauritânia por questões de segurança.

Para já, tudo é possível, com o puro e simples cancelamento das etapas que passam por aquele território em cima da mesa. Ora, se se tiver em conta que se disputam 8 das 15 tiradas do Dakar naquele país (fora um dia de descanso na capital), percebe-se que é a própria prova que está em risco.

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A organização remeteu para hoje o anúncio de uma decisão que fará saber através de comunicado. “Nada será anunciado esta noite. Não há nenhuma comunicação. Eles (os dirigentes) continuam em reunião”, declarou ontem um membro da ASO, a entidade organizadora, aos jornalistas.

A organização do Rali vai entrar em contacto com as autoridades francesas e mauritanas, no sentido de avaliar as razões que terão levado a França a desaconselhar os seus cidadãos a deslocarem-se àquele país africano, incluindo os que estão inscritos no Lisboa-Dakar. A ideia é “inteirar-se dos novos elementos”, que vão “contra as garantias de segurança dadas pelo governo da Mauritânia”.

“Incidentes isolados”

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Recorde-se que a 24 de Dezembro foram assassinados 4 turistas franceses no Sul da Mauritânia, um ataque atribuído ao ramo da Al-Qaeda no Magrebe islâmico. Três dias depois 3 militares morreram no Norte do país, num atentado alegadamente perpetrado pela mesma célula.

O governo da Mauritânia lamentou o sucedido e assegurou que se trataram de incidentes “isolados”.

De referir que também o ano passado foram levantadas questões de segurança, com ameaças de grupos terroristas a levarem ao cancelamento de duas etapas no Mali.

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