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Elisabete Jacinto no Morocco Desert Challenge: Malditas tempestades de areia

• Foto: DR Record

Durante a etapa, quando o corpo começa a ficar muito cansado, desejamos muito chegar ao acampamento. Descansar, relaxar comer...talvez um duche, ouvir um pouco de música, circular pelo acampamento, conviver com os outros ...e gozar os magníficos fins de tardes africanas... sabe muito bem.

Contudo, não temos tido muita sorte com o tempo. As tempestades de areia têm acontecido todos os dias e não há nada pior que chegar ao acampamento e ter o vento a soprar forte levantando poeira em todas as direções. Não se consegue fazer nada. Estar na rua é horrível, não é possível manter os olhos abertos, a areia entra pela boca, pelo nariz, pelos ouvidos...mas não temos onde nos abrigar.

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Enfiamo-nos no camião de assistência mas o espaço não chega para todos. Atropelamo-nos uns aos outros, tropeçamos nas caixas da comida e temos que manter algumas portas fechadas. Está calor. Sentada numa cadeira no interior do camião vou tentando descansar enquanto espero que a tempestade pare.

O Marco e o Hélder começam a trabalhar assim mesmo. Entram e saem do camião para vir buscar peças e ferramentas e eu sinto que estou ali a mais. A tempestade não pára. Tenho de montar a tenda assim mesmo. Imaginem a dificuldade de montar uma tenda com vento forte.

Poucos minutos depois de o conseguir todo o interior da tenda fica coberto com uma fina camada de areia. Não adianta limpar enquanto o vento não parar. Esta areia é muito fina e não há forma de nos livrarmos dela.

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Sei que vou ficar com uma duna dentro de casa no momento de abrir o saco e tirar tudo lá de dentro. Durante a noite o vento acalma mas de madrugada começa a soprar desenfreadamente. De manhã acordamos completamente cobertos de areia.

Por Elisabete Jacinto
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