Paulo Gonçalves está mais motivado do que nunca para abordar a próxima edição do Dakar, a mais importante competição de todo-o-terreno do Mundo que começa no dia 5 de janeiro e que vai contemplar três países da América do Sul: Argentina, Bolívia e Chile.
“As expectativas são ótimas, por isso, os objetivos também são altos. Espero estar na luta pela vitória”, disse o campeão do Mundo, ontem, no encontro com a comunicação social. O motard de Esposende está confiante, depois de um ano em cheio. “O balanço de 2013 só pode ser extremamente positivo. Fui campeão do Mundo após um duelo de gigantes com o Marc Coma, que já tinha sido vencedor por cinco vezes. Consegui a vitória com a Honda e espero dar seguimento a estes êxitos.” O título permitiu também ao português aperfeiçoar vertentes de uma prova que não estavam bem apuradas e que agora podem ser úteis para a grande aventura do próximo mês. “Fui campeão do Mundo devido à regularidade. Faltava-me isso, ou seja, neste ano consegui juntar a competitividade à regularidade. Penso que isso vai ajudar-me no Dakar.”
Na hora de partir para a América do Sul, Paulo Gonçalves não esquece os portugueses. “Quero manifestar o meu obrigado a todos eles, pelo apoio e carinho que me têm dado. Podem estar orgulhosos de mim, mas também dos outros pilotos portugueses. O que posso prometer é que tentaremos erguer a bandeira portuguesa bem alto.”
Dificuldades
Na edição transata do Dakar, o piloto de Esposende foi décimo. Agora, será também um alvo a abater pelos adversários. E há um que já se referiu ao português como um sério candidato à vitória em 2014. Foi precisamente Marc Coma. “É sempre bom ouvir isso dos adversários. Ele é um grande piloto, mas também uma grande pessoa.”
Quanto ao percurso, Gonçalves destaca a incursão pela primeira vez à Bolívia. “Pode trazer dificuldades. Vai ter a etapa maratona e vamos também disputar, pela primeira vez, uma em altitude, a 3.500 metros.”