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O governador civil de Santarém, Paulo Fonseca, lamentou hoje o cancelamento do Rali Lisboa-Dakar, mas reconheceu que esse facto evita as despesas da "operação gigantesca" da protecção civil para acolher "500.000 pessoas".
Paulo Fonseca disse hoje à Agência Lusa que, com a decisão de cancelar a prova devido às ameaças terroristas, "deixa de haver despesa" com a operação de emergência, que envolvia 22 ambulâncias, um helicóptero e 181 elementos da protecção civil.
O governador civil reconheceu, no entanto, que "é natural que haja prejuízo" de outras entidades envolvidas na organização.
O presidente da Câmara Municipal de Benavente, António José Ganhão, lamentou o cancelamento do rali, acrescentando que a autarquia terá agora que negociar com a organização da prova o ressarcimento dos cerca de 30.000 euros que investiu.
"Tudo o que tínhamos negociado com o Dakar estava implantado, desde os terrenos para os pontos de encontro, animação musical, transportes, WC, tenda gigante, entre outros. É um investimento de cerca de 30.000 euros do qual temos agora que ser ressarcidos, já que não vamos ter contrapartidas", frisou o autarca.