O director do Rali Dakar, o francês Ettienne Lavigne, admitiu hoje que a próxima edição daquela prova todo-o-terreno, possa ser disputada em Angola e Namíbia, apesar do êxito da edição deste ano, realizada na Argentina e no Chile.
"Já efectuámos viagens a Angola e Namíbia. É um percurso (pista) que poderá ser activado", disse Ettienne Lavigne em conferência de imprensa, que serviu também para sublinhar o êxito da edição deste ano, em termos de organização e de participação.
"Este Dakar foi histórico. Muitos deram-no como morto, mas ressurgiu e transformou-se numa grande corrida. Não foi fácil de organizar", disse.
O director da prova assinalou que a edição 2009 foi "uma aventura humana", um rali "fabuloso para a descoberta de paisagens, as quais surpreenderam os participantes".
"Nunca antes a prova havia mostrado uma tão grande variedade paisagística", assegurou.
O francês admitiu que a edição 2009 foi dura e defendeu a intervenção da organização em alguns percursos, reduzindo traçados e neutralizando etapas.
"Uma organização que é capaz de adaptar-se às necessidades é uma organização responsável", disse, adiantando que, se por acaso a prova regressar à Argentina e ao Chile no próximo ano, a experiência ganha nesta edição será "muito útil para evitar modificações nas etapas".
Mais de 280 pilotos, cerca de 54 por cento dos 530 que iniciaram o rali, conseguiram terminar a prova.
Em 2007, penúltima edição da prova (a de 2008 - Lisboa-Dakar - foi anulada na véspera do arranque da corrida, por razões de segurança) terminaram 300 pilotos, apesar de o número de inscritos ser inferior ao deste ano.
A prova deste ano foi ganha nos automóveis pela dupla Giniel de Villiers (África do Sul)-Dirk Von Zitzewitz (Alemanha), em Volkswagen, e nas motos pelo espanhol Marc Coma, em KTM. O português Hélder Rodrigues, em motos (KTM), classificou-se em quinto lugar da geral.