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Quatro portugueses no Africa Eco Race 2016

Quatro portugueses no Africa Eco Race 2016
• Foto: dr

Elisabete Jacinto (camiões), Paulo Ferreira e Jorge Monteiro (pick-ups) e João Rolo (motos) são os portugueses que vão marcar presença na oitava edição do rali África Eco Race, que decorre de 27 de dezembro a 10 de janeiro.

Para 2017 Portugal prepara uma surpresa. Os veículos todo-o-terreno UMM vão participar na prova, por intermédio da equipa Tucha Competição, na categoria dos clássicos. Vão correr em alguns traçados e depois passarão a utilizar o asfalto, tal como aconteceu com os Porsches 911, em 2015. Além destes, Tiago Cunha vai correr de moto-quatro.

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Com partida do Mónaco, onde se farão as verificações técnicas e burocráticas, os cerca de 100 participantes das mais diversas nacionalidades - a par de Portugal competem também pilotos da Rússia, Bulgária, Hungria e Noruega, entre outras -, a prova, que decorre no continente africano, tem já confirmada a presença dos vencedores da edição de 2015: Pal Anders Ullevalseter (moto), Jean-Antoine Sabatier/Jean-Luc Rojat (auto) e Anton Shibalov/Robert Amatych/Almaz Khisamiev (camiões).

"Este ano vão voltar a participar pilotos que usualmente corriam o Dakar Agentina/Chile. Pal Anders Ullevalseter vai trazer com ele pilotos noruegueses. Esta prova é mesmo assim. Os pilotos interessam-se por ela graças a todos os que participam nas edições anteriores", disse René Metge, diretor da prova, durante a apresentação desta oitava edição.

À semelhança de 2015, a entrada na Mauritânia promete ser o 'obstáculo' mais difícil. Na última edição, os pilotos e as respetivas equipas estiveram cerca de sete horas para conseguir passar a fronteira, devido ao tempo necessário para fazer as verificações legais.

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"Este ano, o piloto Jean-Louis Schlesser, que é amigo pessoal do presidente da Mauritânia, pediu-lhe que fosse criado um visto específico para a nossa passagem. Foi recusado. Vamos voltar a ter de fazer as verificações biométricas, com a promessa de que serão colocadas cerca de 25 máquinas para fazer as respetivas leituras. No ano passado eram três e apenas duas funcionavam", relembrou o responsável.

René Metge, que organiza a competição desde o início, faz um auto-elogio por alterar os traçados ano após ano, consoante as necessidades e dicas de quem corre, mas admite ter soluções de recurso para alterar alguns troços de um dia para o outro.

"Quando faço as verificações procuro ter sempre quatro ou cinco soluções para poder utilizar consoante as necessidades da prova. Tanto a nível competitivo como por obstáculos que possam surgir", rematou René Metge.

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A piloto portuguesa Elisabete Jacinto, que começou a participar na prova desde a segunda edição, então de moto, promete dar o máximo e melhorar em relação a 2015, na qual ficou no 11.º lugar da geral e no quarto entre os camiões.

"A dificuldade na navegação coloca todos os pilotos em pé de igualdade. Por isso, acaba por não haver grande diferença entre as equipas com mais capacidade económica, que é sinonimo de ter melhor material. Como sempre, luto para fazer cada vez melhor", concluiu.

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