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Paulo Gonçalves teve ontem a ingrata missão de abrir os troços na etapa maratona (5.ª) do Rali dos Sertões, mercê da vitória na véspera, e acabou por ser terceiro, a quase 5 minutos do espanhol Marc Coma (KTM). O motard português, campeão do Mundo em título e vencedor no Brasil em 2013, mantém-se, todavia, na corrida pelo triunfo final nesta penúltima prova do Campeonato do Mundo, até porque continua em segundo na geral, a 7 minutos de Coma.
Foi uma etapa longa, dura e cansativa, tanto ao nível da condução, como da navegação. Paulo Gonçalves manteve-se na frente durante grande parte do percurso, mas um erro de navegação na parte final custou-lhe cerca de 3 minutos, acabando por ser ultrapassado por Coma e pelo brasileiro Jean Azevedo.
“Foi um dia complicado. Abri os troços, pilotei bem, era uma especial difícil, com pedras, curvas apertadas e muito montanhosa. Todavia, a 20 km do final enganei-me e perdi tempo. Mas ainda temos mais dois dias para lutar pela vitória”, considerou o piloto.
Hélder Rodrigues, companheiro de Paulo Gonçalves na Honda, foi 4.º na etapa, a 6,09 minutos de Coma. “Foi difícil. Tentei sair forte, só que não consegui ser suficientemente rápido. Mas estou satisfeito com o meu desempenho e amanhã [hoje] estarei a postos, mal mude o pneu da moto”, considerou Rodrigues, que na classificação geral também é 4.º, a 17,42 minutos do líder.
Faria
Os 645 km de ligação entre São Francisco e Diamantina (com uma especial cronometrada de 336 km) também não foram fáceis para Ruben Faria. O algarvio da KTM terminou na 6.ª posição, sendo também 6.º na geral, mas diz que acabou por se divertir. “Foi mais um dia longo, com zonas bastante rápidas, navegação e muita condução. Diverti-me bastante e, sem cometer erros, acabei por terminar na mesma posição em que partimos. É complicado anular diferenças em termos de tempo, com o pó que se levanta nas pistas é difícil andar mais depressa.”
Refira-se que cerca de 30 por cento dos 112 veículos que alinharam à partida desistiram.
Mecânicos não mexem nas motos
Nas etapas maratona os motards pernoitam num acampamento com elementos da organização e os mecânicos não podem mexer nas motos. Apenas os pilotos podem fazê-lo, estando autorizados a mudar o pneu traseiro. Hoje serão mais 204 km, 178 deles cronometrados.