Hoje em Jeddah, faz-se o shakedown do Rali Dakar 2021. O que vai ser esta 43ª edição, que será também o terceiro capítulo e a segunda edição na Arábia Saudita, com um percurso 100% novo? O Rali Dakar 2021 terá na totalidade 555 concorrentes, 4800 km de super especiais, 129 motas, 70 carros, 54 SSV (aqui se vê o número crescente de participantes inscritos nesta categoria, quase em igualdade de número com os automóveis). Em prova estarão também 42 camiões. São no total 49 as nacionalidades presentes nesta edição, o que é algo como sempre muito interessante. O Dakar é de facto os Jogos Olímpicos desta modalidade.
A prova inicia-se no dia 2 de janeiro com um prólogo, algo bastante interessante para o espetáculo e também para a parte competitiva, pois estes 10 km vão permitir reorganizar o pelotão para a partida da primeira etapa.
A prova começa e termina em Jeddah e terá um dia de descanso em Ha’il (a 9 de janeiro), seguido do dia de etapa maratona. Para os dias finais estão reservadas etapas com muita areia, muitas dunas, num cenário a prometer muita emoção.
Uma novidade: a criação da categoria Dakar Classic, onde é possível rever as antigas máquinas que faziam o Dakar, como é o caso do Porsche 991. Vai ser interessante ver esta nova classe que vai ser disputada lado a lado com a competição original.
Destaque para a segurança deste Dakar 2021 com algumas medidas a saudar: Existirão avisos sonoros (denominados audio warnings) em zonas com muito perigo. Haverá também slow zones, que os concorrentes serão obrigados a transpor a 90 km/h.
A medida mais significativa para os pilotos motos e quad tem que ver com a utilização obrigatória de airbag, uma espécie de colete que se ativa em caso de acidente/colisão.
O roadbook será distribuído apenas 15 minutos antes da especial, o que não permitirá preparação prévia para a etapa do dia.
Por Miguel Barbosa