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O piloto português João Ferreira (Toyota Hilux) viu esta terça-feira esfumarem-se as possibilidades de lutar por um lugar no pódio do rali Dakar de todo-o-terreno ao embater numa pedra no decurso da nona etapa da prova.
O piloto natural de Leiria até começou bem a tirada de 410 quilómetros cronometrados, na região de Bisha, onde se disputa esta 48.ª edição, chegando a estar no grupo da frente nos primeiros quilómetros, mas o embate numa pedra custou mais de 2:30.00 horas, numa altura em que já era o nono classificado da geral.
João Ferreira acabaria esta primeira parte de uma etapa maratona, em que os pilotos não têm acesso a assistência externa, na 141.ª posição, a 02:42.49 horas do vencedor, o polaco Eric Goczal (Toyota Hilux), que bateu o tio Michal Goczal (Toyota Hilux) por 07.45 minutos, com o australiano Toby Price (Toyota Hilux) em terceiro, a 11.36.
"Logo na primeira parte da etapa, uma fuga de óleo da caixa de direção deixou-nos sem direção assistida por cerca de 50 quilómetros. No PitStop a equipa ajudou-nos a reparar o problema e prosseguimos a bom ritmo. Depois, a 100 quilómetros do final, numa zona de velocidade limitada a 30 km/h, no pó de outro concorrente, bati numa pedra e arranquei uma das rodas da frente", explicou o piloto da Toyota.
Com este atraso, João Ferreira desceu ao 21.º posto da classificação geral, a quase três horas do novo líder, o espanhol Nani Roma (Ford Raptor).
O objetivo passa a ser lutar por vitórias em etapas.
"Consegui reparar e acabar a etapa e o carro parece estar 'ok'. O nosso único objetivo daqui para a frente será lutar pelo triunfo em etapas", assumiu João Ferreira.
O espanhol Carlos Sainz (Ford Raptor) é, agora, o segundo da geral, a 57 segundos do companheiro de equipa depois de ter sido penalizado por excesso de velocidade, com o qatari Nasser Al-Attiyah (Dacia Sandrider) em terceiro, a 1.10.
O dia foi de muitos problemas para os homens que seguiam na frente, com o francês Sébastien Loeb (Dacia Sandrider) a ficar, também, sem direção assistida. Al-Attiyah e o sueco Mathias Ekstrom (Ford Raptor) perderam-se e cederam mais de 10 minutos, numa etapa em que carros e motas cumpriram um percurso diferente.
Esta é a primeira vez que Nani Roma lidera o Dakar desde a edição de 2014, ainda na América do Sul, que ganhou.
Maria Gameiro (Mini) voltou a ter um dia difícil, terminou na 110.ª posição e está, atualmente, no 74.º lugar da geral.
Nas motas, o dia foi do espanhol Tosha Schareina (Honda), que venceu e recuperou terreno para a frente da corrida, batendo o australiano Daniel Sanders (KTM) por 04.35 minutos, com o sul-africano Michael Docherty (KTM) em terceiro, a 04.50.
O argentino Luciano Benavides (KTM) teve dificuldades de navegação e cedeu mais de 11 minutos, perdendo a liderança da prova.
Bruno Santos (Husqvarna) foi o melhor português, na 23.ª posição, seguido de Martim Ventura (Honda), em 24.º. Nuno Silva (KTM) foi 87.º.
Na geral, Sanders voltou ao comando, agora com 06.24 minutos de vantagem sobre o norte-americano Ricky Brabec (Honda), com Benavides em terceiro, a 07.05 minutos.
Martim Ventura é 14.º, quarto das Rally 2. Bruno Santos é 18.º da geral, enquanto Nuno Silva, que na véspera não pôde participar na etapa devido a um erro de navegação, continua em super-rally, mas está em 93.º, com uma penalização de 35 horas.
Nos SSV, Hélder Rodrigues (Polaris) foi o melhor português, na sétima posição, com João Dias (Polaris) em 11.º e João Monteiro (Can-Am) em 12.º. Bruno Martins (Polaris) foi 24.º e Alexandre Pinto (Polaris) 27.º.
Na geral, Monteiro é o terceiro, já a mais de uma hora do líder, o norte-americano Brock Heger (Polaris). João Dias é 10.º, Alexandre Pinto 17.º.
Nos camiões, o lituano Vaidotas Zala (Iveco), navegado pelo português Paulo Fiúza, foi o segundo mais rápido, a 01.53 minutos do checo Ales Loprais (Iveco) e ocupa o segundo lugar da geral.
Quarta-feira disputa-se a segunda parte da etapa maratona desta 48.ª edição do Dakar, com 368 quilómetros cronometrados para as motas e 420 para os automóveis.