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Jean-Yves Le Drian, ministro francês dos Negócios Estrangeiros, assumiu esta sexta-feira que a explosão no carro onde seguia o gaulês Philippe Boutron, em Jeddah, no passado dia 29 de dezembro, se tratou de um ato terrorista, assumindo que o evento fosse suspenso depois deste grave incidente. "Esta questão permanece sem resposta", atirou, em declarações ao 'Bourdin Direct', da BFM TV.
"Pronunciámo-nos de forma muito célere e dissemos aos organizadores sauditas e oficiais que tínhamos de ser transparentes sobre o que tinha acabado de acontecer porque existe a possibilidade de ter sido de ato terrorista. Já existiram atos terroristas contra os interesses franceses", começou por dizer o ministro francês dos Negócios Estrangeiros.
"É muito importante protegermos os nossos concidadãos, alertar, prevenir e pedir uma maior transparência para que a procuradoria nacional de anti-terrorismo possa apurar [o que realmente aconteceu]. Hoje estamos nesta situação em que poderá ter havido um ataque terrorista no Dakar. Nós reagimos ao alertar os organizadores [da prova] e os sauditas", continuou.
Jean-Yves Le Drian revelou ainda que os investigadores da procuradoria nacional de anti-terrorismo saudita irão até ao local da explosão para recolher mais elementos para a investigação, alertando que o procedimento ideal seria a suspensão da prova. "Temos de estar todos realmente vigilantes a tudo o que acontece", atirou, concluindo: "Que sejam colocados em prática mecanismos de proteção suficientes e reforçados. Penso que foi isso que foi feito, mas a questão [do cancelamento] continua sem resposta."
Recorde-se que Philippe Boutron sofreu feridas graves nas pernas, teve de ser operado e repatriado para França, onde ainda se encontra internado no Hospital Militar de Clamart.
Por Record