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Os olhos estavam postos em Paulo Gonçalves, mas quem acabou por se impor no prólogo das motos foi o seu companheiro de equipa, Joan Barreda. O espanhol da Honda foi o primeiro a cortar a meta em Rosário... lado a lado com Ruben Faria! O piloto algarvio foi segundo, com o mesmo tempo de Barreda, num ‘aquecimento’ de apenas 11 quilómetros (a ligação entre Buenos Aires e Rosário tinha 346 no total) que define a ordem de partida para a etapa de hoje e em que deu para ver que Hélder Rodrigues (3º, a apenas 3 segundos) também não está na América do Sul para ver a caravana passar. "O resultado que fiz faz parte de uma estratégia; portanto, estou muito satisfeito por começar desta forma. O rali só começa a sério amanhã [hoje], mas estes resultados dão sempre uma motivação extra a toda a equipa", referiu Ruben Faria à sua assessoria de imprensa.
E Paulo Gonçalves? O antigo campeão do Mundo, segundo na edição do ano passado, surge com o objetivo claro de chegar à vitória, mas não entrou com o pé direito. ‘Speedy Gonçalves’ teve problemas com a Honda, foi forçado a parar e acabou num modesto 49.º lugar, a um minuto do companheiro de equipa. Mas, no Dakar, um minuto corresponde a um abrir e fechar de olhos... "Tivemos o aperitivo do Dakar, um pequeno prólogo que definiu a ordem de partida. Não entrei com o pé direito, senti alguns problemas na moto e optei por abrandar o ritmo. O verdadeiro Dakar começa amanhã [hoje] e é aí que temos de estar sempre bem e sem problemas", referiu Gonçalves.
Nos carros, Carlos Sousa (Mitsubishi) foi 18.º, a 21 segundos do holandês Bernhard Ten Brinke (Toyota), que cortou a meta com 3 segundos de vantagem sobre o espanhol Carlos Sainz (Peugeot).
Hoje disputa-se a primeira etapa, uma ligação de 632 km entre Buenos Aires e Villa Carlos Paz, na Argentina, 227 deles cronometrados. No caso dos carros, serão 662 km, 258 contra o cronómetro.
Por Isabel Dantas