Às portas do Olimpo

Às portas do Olimpo
• Foto: reuters

Não são “apenas” anéis de campeão que vão estar em jogo no 49.º Super Bowl. É mais do que isso. Quando em Portugal forem 23 horas, New England Patriots e Seattle Seahawks vão discutir, em Glendale, Arizona, um lugar na história. Quem já tem alguma experiência em viagens por esse ar rarefeito são os Patriots, prontos a disputar a sua 8.ª final da história, igualando Dallas Cowboys e Pittsburgh Steelers – mas só venceram três, todas com o treinador BillBelichick e o quarterback (QB) TomBrady.

Juntos em New England desde 2000, a parceria com mais jogos ganhos na história (148 contra os 116 de DonShula eDan Marino) pode igualar a de Mike Noll e Terry Bradshaw, então nos Steelers, com o 4.º SuperBowl conquistado. Brady já é o QB com mais presenças na final, mas um eventual triunfo fará com que o jogador e o técnico igualem os respetivos recordes a nível individual.

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Embate de gigantes

Há um “pequeno” problema para os Patriots. Não só não são campeões há 10 anos como, do outro lado, vão estar os donos dos anéis. Com uma defesa temível, os Seattle Seahawks, treinados por Pete Carroll, tentam repetir o título do ano passado, algo que não acontece desde... os Patriots de 2004 e 2005.

Apenas por isto, os Seahawks já estão a baterà porta do Olimpo, mas há mais. Russell Wilson, de 26 anos – face aos 37 de Brady –, pode tornar-se no mais novo QB de sempre a conquistar dois campeonatos, ele que já é o organizador de jogo com mais jogos vencidos ao cabo das três primeiras épocas.

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Armas

No lado de New England, Tom Brady tem a chave do sucesso na mão. O desafio é superar a defesa de Seattle, que voltou a liderar a liga. Já os Seahawks sabem que o jogo em corrida, liderado pelo polémico Marshawn Lynch, será determinante para Wilson poder desequilibrar no passe, onde Seattle não é tão forte. Contas feitas, as armas equiparam-se. Resta saber as que vão disparar melhor.

Katy Perry toma conta do intervalo

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É certo que oSuper Bowl é o evento desportivo mais visto nos Estados Unidos, mas não apenas por causa dos intervenientes no jogo. No mediático espetáculo de intervalo, as honras vão pertencer a Katy Perry, que terá a companhia de LennyKravitz para animar o público. Mesmo a confessar que não tem muito interesse por futebol americano, a californiana mostrou-se ambiciosa. “Vou fazer tudo o que puder para que se fale da parte musical no dia seguinte”, afirmou a cantora. Para já, sabe que tem uma herança pesada. É que a atuação deBruno Mars, no ano passado, bateu recordes: 115,3 milhões de pessoas viram-na na televisão.

Defesa de Seattle procura derrubar mais uma estrela

No Super Bowl do ano passado, os Seahawks “banalizaram”os DenverBroncos, liderados pelo QBPeyton Manning, um dos melhores de sempre e que vinha de uma temporada recheada de recordes. A verdade é que a defesa de Seattle está a implementar uma dinastia própria, a dominar as estrelas do passe. Na final de conferência deste ano, por exemplo, Aaron Rodgers ficou para trás. Segue-se Tom Brady, outro QB de luxo.

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Os Seahawks foram a equipa que melhor defendeu o passe (permitiram apenas 185,6 jardas por jogo), muito por “culpa” de Richard Sherman, KamChancellor e Earl Thomas, as três grandes figuras da “Legion ofBoom”, como é conhecida a defesa dos campeões em título.

No entanto, houve um aspeto em que Seattle não conseguiu brilhar: a defender os tight-ends. Os Seahawks sofreram 17 touchdowns através do passe, 11 dos quais foram para jogadores da posição referida, equivalente à 5.ª pior marca da NFL. Ora, acontece que a maior ameaça do ataque dos Patriots é precisamente o seu tight-end, que dá pelo nome de Rob Gronkowski. Liderou os rankings da posição com 12 receções para touchdown e 1.124 jardas conquistadas. Posto isto, se “Gronk” for anulado, as probabilidades de Seattle vencer aumentam exponencialmente.

CURIOSIDADES

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- Os anúncios publicitários no Super Bowl são sempre muito caros, mas este ano há recorde. Meio minuto de publicidade vai custar algo como... quatro milhões de euros. Na primeira final, em 1967, ter o mesmo tempo de antena significava gastar 35 mil euros.

- Marshawn Lynch, running-back dos Seahawks, não gosta de falar à imprensa. Por isso mesmo, na antevisão ao encontro, respondeu a 29 perguntas com a frase “Só estou aqui para não ser multado”. No ano passado, tentou esconder-se dos jornalistas.

- Quer ir ao Arizona ver as estrelas no Super Bowl?Ainda vai a tempo de comprar bilhete. O mais barato disponível neste momento custa “apenas” 3.900 euros, enquanto o mais caro, para um lugar de luxo, exige o pagamento de algo como... 8.400 euros.

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- Enquanto assiste ao encontro, a fome certamente irá aparecer. Ora, a National Chicken Council, uma associação que representa a indústria aviária, prevê que os americanos vão consumir cerca de 1,25 mil milhões de asas de frango. Para acompanhar, espera-se que “desapareçam” 1,2 mil milhões latas de cerveja. E vão ser consumidos 14 mil milhões de hambúrgueres

- Quem usa a versão branca do seu equipamento tem reinado. As equipas com camisolas brancas têm uma vantagem de 30-18 e venceram nove dos últimos 10 Super Bowls. No ano passado, Seattle foi campeão a jogar de branco, mas New England é que vai vestir essa camisola hoje.

- Apenas na 3.ª época, Russell Wilson, quarterback dos Seahawks, é um mestre contra os grandes nomes. Wilson tem um registo de 10-0 frente a QB que já venceram oSuper Bowl e vai à procura de melhorar essa marca com Tom Brady (três títulos) pela frente.

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- Os vencedores do Super Bowl levam anéis para casa mas também um prémio pela conquista. Os jogadores da equipa que se sagra campeã recebem 85 mil euros, enquanto os perdedores têm um prémio de consolação a rondar os 43 mil euros.

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