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A WWE, na tentativa de ganhar cada vez mais adeptos e seguidores indefectíveis, aposta forte no espectáculo do “draft”. O conceito é simples. Todos os lutadores da organização norte-americana, que estão divididos em três categorias ou “divisões” (“brands” em inglês), têm a possibilidade de ser “transferidos” nesse tal “draft”.
Este ano a aposta foi forte e os adeptos foram convidados a votar na Internet as “transferências” que consideravam prementes, sendo que a participação foi massiva. A organização contou os votos, analisou tendências e poupou os cobres de estudos de mercado que seriam desnecessários. A seguir fez as alterações que o povo queria, inventou uma ou duas “transferências” bombásticas (no futebol o equivalente à mudança de Christian Rodríguez, mexendo nas paixões “clubísticas“ que também existem no wrestling) e a coisa ficou feita.
Até aqui tudo bem. O único problema é que a mesma organização que determina os campeões de acordo com um guião, como espectáculo encenado que realiza, desta vez decidiu ser “radical” e não informar grande parte das super-estrelas de que iriam mudar de “divisão”, o que, segundo rezam as crónicas, criou enorme mau-estar.
Pela primeira vez alguém se esqueceu do guião na WWE e deu confusão. Sintomático…