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A China retirou todos os jogadores que iam disputar o Open do Japão em badminton, numa altura em que as relações diplomáticas entre os dois países vivem um clima de grande tensão.
A Federação Internacional de Badminton, por intermédio do seu chefe de operações, Thomas Lund, confirmou o abandono dos jogadores chineses, lamentou a decisão e garantiu que, apesar deste incidente, "o torneio vai continuar".
Segundo o mesmo organismo, a federação chinesa já comunicou que vai boicotar todos os oito torneios que formam o circuito Super Series de badminton.
As relações diplomáticas entre os dois países asiáticos têm-se agravado nos últimos dias, depois dos chineses terem voltado a reclamar a soberania das ilhas Diaoyu (denominadas Senkaku, em japonês).
Um forte cordão de segurança de centenas de polícias de choque rodeia esta terça-feira a Embaixada do Japão em Pequim, frente à qual milhares de manifestantes chineses estão concentrados para protestarem contra o país nipónico.
Os manifestantes estão concentrados junto à embaixada para reclamar a soberania chinesa das ilhas Diaoyu, disputadas entre Tóquio e Pequim, e para assinalar o aniversário do designado "incidente de Mukden", que esteve na origem da ocupação japonesa do território chinês da Manchúria em 1931 e na segunda guerra entre os países.
O aniversário do incidente de Mukden é assinalado numa altura de crispação entre a China e o Japão, avivada na semana passada pelo anúncio da compra pelo país nipónico de três das ilhas disputadas pelas duas nações, a que Pequim respondeu com o envio de barcos patrulhas para a zona.
O arquipélago na base da discórdia, e que se crê rico em recursos marinhos e energéticos, situa-se a 250 quilómetros da costa chinesa e a 200 a oeste do arquipélago chinês de Okinawa.