Corfebol: Uma lição em holandês

Corfebol: Uma lição em holandês
• Foto: Manuel Araújo

O corfebol existe em Portugal desde 1982. Apesar dos seus 32 anos, ainda justifica a procura de ensinamentos de modo a fazer evoluir a única modalidade coletiva em que as equipas são constituídas por jogadores de ambos os sexos. Na tentativa de angariar conhecimentos, a Federação portuguesa, fundada em 1986, foi à principal fonte mundial da modalidade, a Holanda, e decidiu convidar para uma “aula” destinada a jogadores e treinadores dos clubes portugueses, aquele que é considerado o melhor treinador do Mundo, o holandês Jan-Sjouke van de Bos.

No pavilhão do Estádio 1.º de Maio, cerca de 100 atletas e 20 treinadores, oriundos dos 12 clubes da área de Lisboa, integraram um estágio de três dias, denominado Korfball Kampus Challenge, que foi orientado pela selecionadora nacional, Isabel Teixeira, e pelo próprio Jan-Sjouke van de Bos.

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“Esta ação é inteiramente idealizada pela direção da Federação, tendo em vista o desenvolvimento do corfebol nacional. Existe uma grande preocupação relativamente ao nível médio da nossa modalidade para encontrarmos uma fórmula para puxar para cima o corfebol português. Resolvemos juntar as melhores equipas, treinadores e jogadores num mesmo espaço e chamámos o melhor treinador do Mundo, tricampeão europeu e mundial, para nos reportar da sua experiência sobre novos modelos de treino”, disse-nos o presidente da FPC, Mário Almeida, que organiza, na Maia, o Campeonato da Europa, de 25 de outubro a 2 de novembro.

Boa resposta

A dirigir os treinos, explicando numa primeira fase um conjunto de exercícios e depois colocando os atletas em prática orientando os jogos, esteve o ex-selecionador holandês, de 55 anos. “Estou muito satisfeito com a resposta dos jogadores. Temos um grupo muito bom”, começou por nos dizer o técnico holandês, elogiando a capacidade do corfebol nacional. “O corfebol português tem muito potencial, mas falta-lhe saber o que é o jogo atualmente. Podem melhorar as suas ideias, assim como o jogo e obter resultados mais positivos. O talento existe e vê-se que têm muita vontade em trabalhar e aprender”, salientou Jan-Sjouke van de Bos.

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Isabel Teixeira, selecionadora nacional, considerou este Campus uma boa iniciativa para se adquirir mais conhecimentos. “O estágio pretendeu dar uma oportunidade única aos treinadores e atletas de aprenderem, trocarem experiências e participarem num evento único e inovador.”

Já a jogadora internacional do Núcleo de Corfebol de Benfica, Joana Faria, destacou a presença de Jan-Sjouke van de Bos. “É sempre bom ter connosco o melhor treinador do Mundo e poder ter uma visão diferente do jogo. Foi uma ação muito diversificada, bem diferente do que estamos habituados nos nossos clubes”, disse a jogadora benfiquista que é, também, treinadora da 2.ª equipa do Núcleo.

Seleções nacionais com boas presenças

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A Seleção Nacional sub-19 classificou-se no 4.º lugar no World Cup, que se realizou em Amesterdão (Holanda). A jovem equipa portuguesa atingiu as meias-finais, depois de ter vencido a Rep. Checa, por 7-6 e acabou por ser afastada da final pela Bélgica, segunda potência mundial, através do golo de ouro (7-8), depois de estar empatado no final do tempo regulamentar (7-7). Entretanto, na Maia, a Seleção Nacional sénior participou num estágio conjunto com a congénere da Holanda, a maior potência da modalidade. A Holanda é o único país onde o corfebol é profissional, registando cerca de 120 mil participantes. “Na Holanda os miúdos começam logo na escola primária a jogarem o corfebol. É uma modalidade de eleição no país”, disse-nos o antigo selecionador Sjouke van de Bos.

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