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ASeleção Nacional de karaté teve ontem um dia de trabalho bastante diferente do habitual, ao realizar um treino nas instalações da Cofina Media, na contagem decrescente para o Mundial de cadetes, juniores e Sub-21, que se disputa entre 7 e 10 de novembro, em Guadalajara, Espanha.
“O que recomendo a estes atletas é que têm de acreditar neles próprios, porque têm-se treinado muito e são dedicados. Trata-se de uma questão de mentalização para acreditarem em bons resultados, que passam pelas medalhas”, considerou Nuno Dias, expoente máximo da modalidade, que no último Europeu conquistou uma medalha de prata em Kumite (combate), depois de 50 anos de história da modalidade em Portugal.
A demonstração, transmitida em direto pela Hora Record, foi orientada pelo selecionador Joaquim Gonçalves, que preparou uma série de exercícios para os atletas que competem em Kumite e Kata (combate real frente a adversários imaginários). O técnico manifestou-se confiante: “Temos expectativas elevadas, depois de um trabalho integrado desde há 6 anos, onde foram conquistadas 14 medalhas em grandes provas internacionais, contras as anteriores 5, em mais de 40 anos de história. Apesar de não termos tantos apoios – faltam infraestruturas e apoio médico, por exemplo –, como outros países, temos atletas que podem discutir as eliminatórias contra qualquer adversário.”
Jorge Caeiro (CK Bobadela), Luís Silva (Vilacondense) e Pedro Monteiro (AKS Aveiro), que ocupam top 9 do ranking mundial de Kata (equipas), foram outros dos atletas de excelência que visitaram a redação de Record. Jorge Caeiro sintetizou o trabalho do trio, 7.º no Europeu e 8.º no Mundial:“É um grande investimento, em termos pessoais e monetários, mas acreditamos que temos potencial para estarmos entre os melhores do Mundo. Normalmente, encontramo-nos em Aveiro, para ficarem mais baratas as despesas.”