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Remo: Agentes votam afastamento "imediato" do presidente da direção

Remo: Agentes votam afastamento "imediato" do presidente da direção
• Foto: LUSA

Os agentes do remo votaram no sábado o afastamento da direção da federação presidida por Rascão Marques, defendendo a constituição de uma comissão administrativa para gerir a modalidade até as normais eleições após cada ciclo olímpico.

A moção, aprovada em assembleia-geral por 26 votos a favor, nove abstenções e cinco nulos, "solicita e recomenda vivamente" a "renúncia" da direção e do presidente Rascão Marques. Os agentes do remo entendem que a direção está "ilegalmente em funções" e confirmaram a criação de uma comissão administrativa "composta por sete elementos".

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A mesma será presidida por um ex-secretário de Estado do Desporto e ex-presidente da AG da federação, Joaquim de Sousa, e seis vice-presidentes, "sendo três em representação das associações regionais de remo e três com perfil técnico, um economista, um especialista em direito desportivo e um especialista em insolvências".

A ideia é "salvar uma instituição quase centenária da falência iminente" através da constituição de uma "junta de salvação", que assegure a gestão corrente, que avalie a situação atual da federação e tome as "medidas urgentes e indispensáveis ao nível da solvência económico-financeira, da revisão estatutária e regulamentar, da refiliação e da reestruturação dos recursos humanos".

Em missiva enviada à agência Lusa, as associações de remo do Porto, Beira Litoral e Setúbal, as maiores do país, lembram que a comissão deverá ainda "negociar os diversos litígios pendentes", tentar "evitar o desmembramento, perda de património e falência da federação, bem como assegurar a legalidade interna e externa" e preparar as condições para a realização de eleições. O pedido de insolvência da federação que decorre no Tribunal Cível de Lisboa, e que terá um desfecho a 22 de agosto, é uma das situações que mais preocupa os agentes da modalidade que exigem o "afastamento imediato de Rascão Marques, que se encontra há anos ilegalmente em funções, já que não foram realizadas as eleições mandatárias pelo Novo Regime das Federações Desportivas".

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"Os múltiplos problemas de ordem judicial, a falta de um ambiente de estabilidade interna e de cooperação da direção com os diversos agentes, as decisões unilaterais e a falta de diálogo, as questões de legalidade interna, a ausência de politicas saudáveis de promoção da modalidade e a debilidade demonstrada seja ao nível formativo, seja ao nível competitivo do remo nacional" são algumas das falhas apontadas. Os defensores da saída de Rascão Marques e da sua equipa sublinham que "a situação económico-financeira da federação é dramática", lembrando que "existem diversos processos executivos, penhoras e arrestos do património, penhoras de contas bancárias, e mais recentemente diversos processos de insolvência entrados nos tribunais".

"A dimensão do problema é de tal magnitude que a federação praticamente só paga as dívidas fiscais, porque necessita de certidões para receber subsídios, e só paga alguns salários porque precisa de manter abertos os serviços. Todas as outras dívidas não são pagas, há clubes que nada recebem há mais de quatro anos, há credores que desesperam, técnicos nacionais e árbitros com enormes atrasos e chegou-se ao cúmulo de levar a Londres2012 uma equipa com um treinador com mais de 10 meses de remunerações em atraso, mesmo tendo a federação recebido verbas do COP para esse fim exclusivo", concluem.

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