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Antigos dirigentes e membros dos órgãos sociais da federação de remo pretendem ver "completamente esclarecidos e avaliados" os "erros" que levaram à situação atual da instituição, declarada insolvente.
"A responsabilidade dos erros cometidos nos últimos oito anos deve ser completamente esclarecida e avaliada com vista a que as gerações futuras possam evitar os erros do passado e os atuais membros dos órgãos federativos possam ser julgados na sua atividade pela História, tendo em conta a herança recebida", referem.
Em comunicado enviado à agência Lusa, a dezena de antigos dirigentes refere-se aos oito anos de liderança de Rascão Marques [na foto], forçado a abandonar a presidência da federação após sucessivas contas no "vermelho" desde 2004.
A sua gestão, traduzida em dívidas de 1,4 milhões de euros, que serão pagos, pela metade, em 10 anos a cerca de 200 credores, está a ser investigada pelas autoridades judiciais.
O grupo, que reuniu em Vila do Conde para "reflexão e análise do atual momento" da modalidade, "salienta e enaltece a coragem da equipa diretiva liderada por Luís Ahrens Teixeira "ao assumir a responsabilidade de recuperar a credibilidade e o prestígio da Federação Portuguesa de Remo".
Em função disso, manifesta a sua "disponibilidade para, se assim for entendido por útil, e na medida em que o for, colaborarem com os órgãos federativos para a recuperação do prestígio e imagem do Remo nacional".