«A expectativa de ganhar um grande prémio é inigualável»

«A expectativa de ganhar um grande prémio é inigualável»

Depois de ter anunciado a intenção de reforçar a sua aposta nos circuitos ao vivo, a PokerStars não tardou a apresentar a novidades que tinha em carteira.

O recente lançamento das Portugal Poker Series, que arranca com a primeira etapa já em abril, em Vilamoura, confirma a tal e aposta e serviu de motivo para juntar João Nunes e Nuno Coelho, dois dos três membros da Team PokerStars Pro Portugal, que aceitaram o repto de se entrevistarem um ao outro.

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Nuno "zumy" Coelho perguntou a João "jomané" Nunes de onde partiu a decisão de se tornar profissional de poker, qual o seu estilo favorito ou se prefere comentar ou jogar.

Confira a entrevista de "zumy" a ""jomané"

Nuno Coelho - Quem é o João Nunes e como decidiste tornar-te profissional de poker?
João Nunes: Sou um ex-jogador profissional de basquetebol, de 35 anos, casado, com dois filhos e louco por desporto. Após 15 anos a competir ao mais alto nível na Liga Portuguesa de Basquetebol, era impossível para mim abandonar a competição diária. O poker surgiu-me como um desafio constante que me entusiasmou e incentivou a melhorar todos os dias.

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NC - Qual é a realidade do poker em Portugal? Achas que ainda há muito a fazer para evoluir?
JN - Acredito que o poker em Portugal ainda está em expansão. Hoje em dia toda a gente fala de poker, ou viu um programa de TV sobre isso ou até tem um amigo que ganha a vida a jogar poker. Também podemos considerar que o jogo está, agora, numa fase mais madura, mas a minha crença pessoal é que estamos perto do último passo. Para dar este último passo, precisamos de duas coisas: programas de poker nos principais canais de telvisão de sinal aberto e uma personalidade bem conhecida da atualidade portuguesa que dê a cara como porta-voz deste jogo. Estes foram dois pontos chave noutros países e nós não devemos ser diferentes.

NC - Poker ao vivo ou online? Quais são, para ti, as principais diferenças?
JN - É difícil escolher, uma vez que cada um tem os seus encantos. A grande vantagem do poker online é a ação 24 horas por dia, 7 dias por semana, em qualquer lugar, com muitas mesas e torneios a decorrerem ao mesmo tempo. No poker ao vivo, só se pode jogar numa mesa de cada vez. Este é o seu principal ponto negativo. Mas a sensação de ter as cartas verdadeiras na mão é especial, bem como o desafio de aguentar a pressão que os outros jogadores te colocam enquanto tentas ler-lhes a mente. Isto faz-me preferir a ação ao vivo. Ainda assim, andam de mãos dadas e julgo que se completam um ao outro.

NC - Do que gostas mais: jogar poker ou fazer os comentáriosna televisão portuguesa?
JN - Essa é uma pergunta difícil! Acho que gosto igualmente das duas coisas. Estar na mesa de poker é um desafio constante. A expetativa de superar os adversários e ganhar um grande prémio é inigualável. Por outro lado, sinto-me muito satisfeito ao ajudar a divulgar o jogo e ajudar os outros a percebê-lo através dos meus comentários televisivos. Esses são momentos relaxantes, onde te divertes a ver algo que simplesmente adoras e ao mesmo tempo estás a fazer um bom trabalho a explicar algo simples ou estratégias mais elaboradas e complexas.

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NC - Qual será o futuro do poker no Mundo? Julgas que a evlução constante das leis de jogo vão matar prematuramente este fenómeno?
JN - É preciso jogar um torneio ao vivo para perceber que o poker vai ter uma vida longa. É verdade que as leis de jogo que estão a surgir por todo o lado nos obrigarão a dar pequenos passos em frente e outros atrás, especialmente nesta fase de transição. Quando tudo se resolver, não tenho quaisquer dúvidas, o poker vai ser enorme!

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