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A acelerar para o Mundial

O Challenger de Lisboa, cujo quadro principal começa hoje a ser disputado no Clube VII em Lisboa, reúne alguns dos melhores jogadores mundiais e serve de rampa de lançamento para o Campeonato do Mundo, que Portugal vai receber entre 14 e 19 de novembro deste ano.

Depois uma interrupção no ano passado, Portugal volta a fazer parte do calendário do World Padel Tour, tal como sucedeu em 2013 e 2014, quando a prova foi organizada no Lisboa Racket Centre.

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Face ao vazio criado em 2015, a Federação Portuguesa de Padel optou por ter alguma ponderação no regresso ao circuito e apresentou uma candidatura na categoria Challenger, a mais baixa, de forma a conseguir um retorno que lhe possibilite ascender a um patamar superior em 2017.

"A melhor maneira de olhar para o calendário é ter a visão de um crescimento sustentado. Não havia outra solução", comentou a Record o presidente da Federação Portuguesa de Padel, Ricardo Oliveira, que espera ter um bom retorno do evento que oferece 15 mil euros em prémios monetários.

Por estar limitado à categoria Challenger, a prova não pode contar com a presença dos 20 melhores jogadores mundiais, mas isso não impede a realização de encontros equilibrados e de elevado nível. "Até posso dizer que este Lisboa Challenger tem um nível superior ao Estoril Open em ténis, disputado no Clube de Ténis do Estoril. O primeiro cabeça-de-série nesse torneio foi o Gilles Simon, que era o nº 18 na lista ATP, e nós temos as melhores duplas a seguir aos 20 primeiros do ranking mundial. O nosso nível é muito bom", precisa Ricardo Oliveira, que fez uma forte aposta na promoção da prova. "Quando apresentei a candidatura ao World Padel Tour disseram-nos que a nossa prova tinha um nível de um Open, a categoria acima. Preferimos começar por baixo para termos uma subida sustentada e isso é muito importante para termos a confiança dos patrocinadores e do público em geral", adiantou o líder federativo.

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O Challenger de Lisboa é a quinta etapa de um circuito que integra 19 provas e insere-se num conjunto de iniciativas de promoção tendo em vista o Campeonato do Mundo. "Vai ser um marco histórico para Portugal e temos de estar preparados para a explosão que o padel vai ter após o Mundial. A modalidade está a subir em flecha e a Federação Portuguesa de Padel construiu todo esse caminho para recebermos o evento", afiançou.

A organização reservou um campo no Clube VII para fazer a promoção da modalidade junto dos mais novos, através de várias iniciativas como sorteios e jogos. 

Duplas portuguesas no quadro

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Um acontecimento histórico logo no dia da abertura do Lisboa Challenger: Portugal conseguiu garantir duas duplas no quadro principal, através de Diogo Rocha e João Bastos, que bateram os espanhóis Roberto Rodriguez e Miguel Gonzalez, por 6-3 e 7-6 (2), na qualificação, e por Vasco Pascoal e Miguel Oliveira, que entram como lucky losers.

"O público ajudou-nos imenso e o facto de ter como parceiro um amigo como o João facilitou a nossa tarefa. Tivemos um bom entendimento", confessou Diogo Rocha. "É uma sensação incrível. O apoio do público, as bancadas cheias e uma vitória é qualquer coisa que mexe com uma pessoa. Foi um encontro duro, mas jogámos muito bem e merecemos a vitória", disse João Bastos.

Por Norberto Santos
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