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A atribuição do estatuto de utilidade pública desportiva à Federação Portuguesa do Padel (FPP), publicada esta segunda-feira em Diário da República, é "uma conquista gigante" para a instituição, considerou o porta-voz do organismo.
"Esta decisão significa tudo, quatro anos de muita luta, em que sempre acreditámos que podia acontecer, o presidente da FPP e todos os clubes, agentes, jogadores e adeptos da modalidades estão de parabéns", referiu à agência Lusa Pedro Plantier, que vê na decisão um sinal de que "o governo reconheceu o trabalho que tem sido feito na modalidade".
A federação, disse, poderá agora "trabalhar com todas as ferramentas", e uma das primeiras medidas tornada possível pelo novo estatuto é a instituição do padel como desporto escolar, existindo já contactos com o Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) para uma reunião sobre o assunto.
"Poderá contribuir para um crescimento ainda maior da modalidade. Já temos uma evolução de 70% por ano, mas poderemos agora evoluir ainda mais", apontou.
Depois da atribuição do estatuto de utilidade pública, em 2016, o novo passo permite ao organismo "terminar de vez as divergências" que surgiram com a Federação Portuguesa de Ténis e possibilitar "continuar o desenvolvimento da modalidade em Portugal".
"Agora já não vão surgir injustiças ou complicações, e as várias entidades e empresas, de câmaras e juntas de freguesia a entidades privadas, que fugiam da guerra entre as federações poderão agora ver o seu investimento assegurado", reforçou Pedro Plantier.
Durante este ano, o país volta a acolher uma etapa do circuito mundial, o Lisboa Challenge, de 21 a 28 de maio, bem como o Campeonato da Europa, em dezembro, em local a definir depois de concurso, que será aberto em abril, e ainda um 'masters' da modalidade, durante o mês de setembro.
Por Lusa