Nuno Borges a brilhar na 'segunda vida' em Paris: «É um turbilhão de emoções»

Nuno Borges comemora a sua vitória em Paris
• Foto: António Borga

A viver uma segunda oportunidade em Paris, Nuno Borges conseguiu uma grande vitória frente ao russo Karen Kachanov e vai, esta 5.ª feira, lutar para se apurar pela primeira vez para uns quartos de final de um Masters 1.000. Pela frente está o peruano Ignacio Buse. Antes dessa 'batalha', o número 1 nacional falou desta 'segunda vida'.

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NUNO BORGES - Sim, posso dizer que sim. Acho que, como as condições estão bastante rápidas, ele sentiu alguma dificuldade. Servi muito bem do início ao fim. Estive bastante consistente, muitos primeiros serviços e boa percentagem de pontos ganhos no primeiro serviço. No geral, no fundo do campo, senti-me bastante mais fresco. Eu, pelo menos, agarrei-me bastante a isso, quase como um pulmão extra quando estava a jogar os pontos e tentar jogar com essa pressão adicional que ele também tinha. Ajudou muito eu ter servido daquela maneira, porque dá-me alguma vontade também para meter pressão nos jogos de serviço dele. Acho que o jogo ditou isso. Um break aqui, outro break no segundo set e foi exatamente o que precisava para ganhar o encontro. Mesmo nos momentos decisivos, estive muito bem. Não sei que mais dizer. É um turbilhão de emoções, sem dúvida. Era um jogo muito importante para mim e queria tentar dar aqui tudo, neste final de ano, para acabar da melhor maneira.

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NUNO BORGES - Acho que é normal no final do ano, se calhar, acontecer mais uma ou outra destas surpresas, quando o Top-8 já se sabe que vai entrar em Turim. Acho que é normal, às vezes, a motivação não estar tão alta. E aqui paga-se caro quando não estamos mesmo ali no topo do nosso jogo. As margens são extremamente curtas. Zverev perdeu mas com um jogo extremamente complicado com o Musetti. De Minaur surpreendeu-me um bocadinho mais. E o Nacho (ndr: Buse), o meu próximo adversário, acho que jogou muito bem. Tem jogado muito bem e acho que engana um bocadinho porque que ele está com um muito bom nível.

NUNO BORGES - Vou focar-me em mim, fazer a mesma rotina, as mesmas coisas. Ainda não fiz um plano de jogo mais específico para ele, mas tenho tempo ainda para pensar nisso e ver o que é que eu preciso de ajustar para o jogo. Mas acima de tudo, é tentar fazer aquilo que eu faço bem. Se eu fizer isso, tenho melhores hipóteses. E depois, se puder ajudar alguma coisa, perfeito!

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Por Marco Martins
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