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Pelo menos 30 clubes afetados e prejuízos de dezenas de milhões no padel

Campo de padel com estrutura danificada após fortes chuvas

A Federação Portuguesa de Padel (FPP) revelou esta sexta-feira que há pelo menos 30 clubes afetados pelas recentes intempéries, estando em causa centenas de postos de trabalho e prejuízos de dezenas de milhões de euros.

Em declarações à agência Lusa, o vice-presidente da Federação Portuguesa de Padel (FPP), Jean Paul Lares, revelou que a destruição se estende da Figueira da Foz a Setúbal, afetando, segundo um primeiro balanço provisório, pelo menos 10% das estruturas existentes.

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"É prematuro avançar com uma estimativa fechada, mas estamos a falar provavelmente de umas dezenas de milhões de euros de prejuízo", afirmou.

Segundo o dirigente, muitos clubes ainda "não tiveram possibilidade de ter peritagens, ou visitas técnicas" e continuam sem comunicação regular com a federação, o que dificulta o levantamento rigoroso dos danos, que podem mais extensos do que este primeiro balanço indica.

Em vários casos, sublinhou, a inatividade prolongada tem "um peso muito significativo na vida das pessoas", porque muitos professores auferem um salário fixo baixo e dependem de percentagens das aulas que deixam de dar enquanto os campos estão encerrados.

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Segundo o vice-presidente da FPP, os danos mais graves registaram-se em estruturas não rígidas e campos outdoor, de que são exemplos os casos de um clube na Lourinhã, destruído um mês após a abertura, e outro de Setúbal, que ficou sob "um metro e meio de água" no último fim de semana.

Em contraste, estruturas indoor de natureza industrial resistiram melhor, com exceções pontuais na região de Leiria, onde a tempestade arrancou placas de telhado e provocou estragos pontuais.

"Com ou sem ajuda", os clubes, admite, irão demorar muitas semanas, ou até meses a retomar a atividade, tanto pela extensão dos estragos como pela dificuldade em encontrar "pessoal qualificado" para executar as obras necessárias.

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Pelo menos 30 clubes afetados e prejuízos de dezenas de milhões no padel

Apesar dos danos nas infraestruturas, o calendário competitivo não está suspenso e a federação quer evitar o cancelamento de provas oficiais.

Para mitigar o impacto, a FPP vai ajustar o calendário do circuito nacional e prolongar as inscrições na Liga de Clubes, permitindo que as equipas afetadas joguem em recintos alternativos.

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"Vamos fazer o possível para que não haja nenhuma prova cancelada", garantiu.

Paralelamente, serão introduzidas regras para reforçar a flexibilidade na escolha dos locais de jogo, de modo que as equipas cujos campos estejam inutilizáveis possam competir em instalações alternativas sem perder o direito à participação.

No plano regulatório, o vice-presidente recordou que o regulamento da FPP já contém "procedimentos muito específicos para a prática do padel em segurança", que obrigariam à suspensão de provas se fenómenos desta dimensão ocorressem em plena época desportiva.

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Perante a maior frequência de fenómenos extremos, a FPP admite avançar com novas recomendações técnicas para a construção e cobertura dos campos, numa lógica preventiva.

A intenção é que os clubes que se vão refinanciar para reconstruir possam fazê-lo "com segurança para o futuro", minimizando o risco de voltarem a ver as estruturas destruídas por tempestades semelhantes num curto espaço de tempo.

A federação está ainda a trabalhar com parceiros para criar um "pacote de seguros" específico e com fabricantes para reforçar a resistência das estruturas a ventos e cheias, visando dar segurança aos proprietários que pretendem reinvestir.

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Sem capacidade financeira para replicar linhas de apoio como as criadas por outras federações com maior financiamento público, a FPP admite estar limitada na ajuda direta às associações e clubes, tendo já iniciado contactos com a Secretaria de Estado para integrar os clubes em mecanismos de apoio, que, admite "não serão suficientes".

Até lá, admite, o cenário é de incerteza, com muitos empresários dispostos a contrair novos financiamentos para reconstruir, mas receosos de que um novo episódio extremo "daqui a um ano" possa significar "o fim" dos seus projetos.

Por Lusa
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