Julien Bardy é uma das figuras do Clermont. Optou por representar a Seleção portuguesa, em homenagem às suas raízes e entusiasmado com o que viu no Campeonato do Mundo de 2007 realizado em França.
A conversa com o Record foi feita por email, pois esta semana o Clermont "fechou-se" para preparar a decisão da Champions. A primeira pergunta era incontornável: quais as expectativas para a final? A resposta veio em letra maiúscula, como se fosse um grito: "Ganhar!"
Bardy, que este mês completou 30 anos, garante que não perspetiva o reencontro com o Toulon como "uma vingança". Sem problemas, assume que "eles eram melhores do que nós na altura, mas isso faz parte do passado. Aprendemos com os erros e estamos bem preparados".
O internacional português (tem 21 encontros com a camisola dos Lobos) sustenta que, a "este nível, os jogos ganham-se nos detalhes, coisas que parecem ser nada mas que na verdade são muito importantes, sobretudo em finais".
Nesta, vão estar duas equipas francesas, sinal de uma hegemonia que, no entendimento de Bardy, tem explicação num "campeonato francês muito competitivo onde participam equipas de qualidade semelhante. É uma prova extremamente dura do ponto de vista físico e mental. Por isso, o nível do Top 14 [n.d.r.: nome dado ao campeonato] subiu e muitas equipas francesas passaram a ter presença constante nas fases decisivas da Taça dos Campeões".
Opção para a vida
Julien Bardy conta por que resolveu representar Portugal quando tinha (e tem) qualidade para chegar ao quinze nacional francês. "Era sub-21 e, portanto, ainda sem contrato profissional no Clermont, mas tive a oportunidade de jogar com a Seleção portuguesa em 2008 a seguir ao Campeonato do Mundo, que naturalmente acompanhei, e não pensei duas vezes". Bardy recorda que "fui ver jogos de Portugal e gostei muito. Quando me convocaram, não hesitei. Aliás, tem sido uma honra representar Portugal. E seria um sonho estar num Mundial com a Seleção".
Bardy nasceu em França, em Clermont, e é filho de pai francês e mãe portuguesa. "A minha mãe nasceu em Vila Pouca de Aguiar, em Trás-os-Montes. Emigrou com meus avós, em 1973. Eu e a minha família não esquecemos o passado. Além disso, adoro passar as férias em Portugal..."
A paixão pelo râguebi nasceu aos 15 anos quando foi experimentar no clube do bairro.
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