Walter Pandiani recorda morte do pai quando tinha 16 anos: «Custa não ter-me despedido dele»

Antigo avançado partilhou momento difícil que o marcou para o resto da vida

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Walter Pandiani hoje é treinador do Palencia
Walter Pandiani hoje é treinador do Palencia • Foto: Palencia CF / Instagram

Lembra-se de Walter Pandiani? Falamos de um impiedoso avançado uruguaio que passou por várias da Liga espanhola na primeira década do século XXI, com destaque para Deportivo, Osasuna, Maiorca e Espanyol. Ficou para sempre conhecido como um ponta de lança com raça e destemido, mas também por vários bate-bocas fora do campo, , por quem nunca mostrou grande respeito.

Contudo, antes de se tornar profissional de futebol, o antigo jogador passou por momentos muito difíceis, entre eles a morte do seu pai, quando tinha apenas 16 anos. Numa entrevista intimista a Josep Pedrerol, o 'Rifle' (como era conhecido), confessou que essa perda marcou-o para sempre, até porque foi inesperada.

"Ele tinha tido um problema cardíaco em 1981. Foi operado sem grandes complicações e recuperou perfeitamente. Acontece que uns anos mais tarde, em 1992, teve de fazer alguns exames e não sei se não teriam de fazer um cateterismo, porque tinha algumas artérias obstruídas. Mas era algo muito simples, nada de grave. Nem sequer me despedi do meu pai, a pensar que ele teria alta no dia seguinte", começa por contar.

"Fui para a escola. O meu pai saiu, entrou no carro e foi para o hospital para ser internado. A minha mãe tinha de trabalhar e também iria para o hospital depois. Saí da escola onde estudava e a vizinha da frente ligou-me a dizer que a minha mãe estava ao telefone — porque ainda não havia telemóveis — e que queria falar comigo. Disse-me para ir ao hospital porque havia um problema com o meu pai", recorda, lamentando em seguida que, quando chegou ao hospital, já o seu pai tinha morrido.

"Então corri até lá, fiz uns 12 quilómetros, porque perdi o autocarro. Cheguei e soube que ele tinha morrido. Foi um erro do hospital. No final, não foi a operação que esperávamos, fizeram outra coisa, e ele acabou por morrer. Aquele momento foi muito difícil para mim, sinceramente. Não me poder despedir... Sempre levei isso comigo", conta Pandiani, com muito sofrimento na voz, que hoje é treinador do Palencia, das divisões regionais de Espanha.

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