Aritz Aranburu é um dos surfistas mais experientes de Espanha e aquele que tem maior currículo, contando com duas passagens pelo WCT. Apesar dos 34 anos, o surfista basco ainda continua a competir nos grandes palcos e um dos objetivos que mantém é a qualificação olímpica. Contudo, deixa uma crítica ao facto de existirem poucas vagas para os Jogos de Tóquio.
"A verdade é que o próximo mundial ISA vai ser muito complicado, porque há poucas vagas em jogo. O surf vai ser um desporto muito elitista nos Jogos Olímpicos, uma vez que apenas 20 homens e 20 mulheres garantem entrada. No entanto, tenho algumas oportunidades para tentar uma vaga e tenho muita vontade de consegui-la. Vou dar tudo para estar no Mundial e qualificar-me para os Jogos Olímpicos", afirmou Aritz, em entrevista ao jornal desportivo espanhol "Mundo Deportivo".
Com apenas cinco vagas masculinas em disputa nos próximos Mundiais ISA, que ainda não têm data definida, depois do adiamento devido à pandemia do novo Coronavírus, e com os Jogos Olímpicos a também passarem do verão de 2020 para 2021, resta a Aritz continuar a treinar para se manter em forma. Algo que tem feito em casa, devido à quarentena que Espanha enfrenta.
"Entendo a situação e aceito-a muito bem. Embora esteja desejoso que isto termine. Estou sozinho em casa há cerca de 20 dias, mas estou positivo. Há muitos anos que não passava tanto tempo em casa por isso estou a aproveitar para fazer algumas coisas novas e também para treinar muito a parte física. Felizmente, tenho amigos que me acompanham através do Skype, o que dá mais motivação. Faço alguns exercícios de ativação muscular e de mobilidade de manhã e também conheço um treinador que me passou vários exercícios. À tarde faço treinos mais explosivos e trabalho o core. Estou em permanente contacto com o preparador físico da Federação Espanhola de Surf e, embora a intensidade não seja a mesma, está tudo a correr bem", contou.
Apesar de admitir que tem saudades do mar, Aritz sabe que tem de ser uma parte importante na solução do problema. "O mais importante é perceber que este é um problema global. Depende de todos tentar que a curva não suba tão a pique e que tudo volte à normalidade. Os profissionais de saúde é que estão a fazer o trabalho duro. Nós, como agradecimento por isso, temos de ficar em casa, com positivismo e da melhor forma possível".
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