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Francisca Veselko "muito orgulhosa" com qualificação para elite mundial: «Não parece mesmo real»

Francisca Veselko cai nos oitavos-de-final na Ericeira
• Foto: WSL/Poullenot

A portuguesa Francisca Veselko realçou esta terça-feira que a qualificação para o circuito principal da Liga Mundial de Surf (WSL) é "um sonho" e que está "muito orgulhosa" pelo feito alcançado e por poder representar Portugal ao mais alto nível.

"Este é o meu sonho desde os nove anos, quando foi a primeira vez que competi. Ainda nem parece verdade, parece mesmo esse sonho de uma menina com dois totós, pequenina, cheia de raça, completamente apaixonada pelo mar, pelo surf e pela competição. Tem sido uma jornada incrível, com muitos altos e baixos, e estou muito orgulhosa da minha resiliência e da minha dedicação durante os momentos piores", disse aos jornalistas a surfista na chegada ao aeroporto de Lisboa.

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Kika regressou do Havai, nos Estados Unidos, onde participou no Pipe Challenger, sexta e penúltima prova do circuito secundário da WSL, na qual obteve o sétimo lugar, assegurando a subida ao Championship Tour (CT).

"Ainda nem acredito que estou no CT, não parece mesmo real, mas é um momento que eu sonhei há muito tempo e acreditava que era possível. Espero, com este feito, conseguir inspirar a nova geração de que é possível de chegar lá. Em Portugal somos pequenos, mas somos grandes. Não só no surf, mas em muitas outras modalidades, temos ótimos resultados. Somos um país com muito talento, muito desporto", assinalou a atleta de 22 anos.

A campeã mundial júnior de 2023 destacou que o apuramento para a elite só foi possível graças ao apoio familiar e dos patrocinadores, bem como da sua equipa, que integra o manager (agente), a psicóloga e o preparador físico, além do treinador Rodrigo Sousa.

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"Agradeço ao meu grande treinador, Rodrigo Sousa, que está comigo desde os oito anos. E é como se fosse um pai para mim, tem sido uma jornada linda junto a ele. E estou no CT, não consigo acreditar. Estou muito orgulhosa de representar Portugal no mais alto nível", vincou a bicampeã nacional (2021 e 2023).

Francisca Veselko junta-se à olímpica Yolanda Hopkins, que lidera o ranking das Challenger Series (CS) e também já assegurou a entrada no CT de 2026, e ainda há outra portuguesa, Teresa Bonvalot, com hipóteses de se qualificar, caso consiga um resultado forte na etapa final, em Newcastle, na Austrália, entre 9 e 15 de março.

"É incrível poder partilhar este momento com a Yolanda, também uma grande inspiração que tive, tal como no passado o Frederico Morais e o Tiago Pires. Mas no surf feminino somos as duas primeiras, e a Teresa Bonvalot também ainda se pode qualificar em Newcastle. Isso só demonstra que realmente somos capazes e que o surf em Portugal e na Europa está cada vez mais forte", destacou.

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Sobre as expectativas para a primeira temporada no CT, que arranca em abril na Austrália e vai ter 12 etapas, a penúltima das quais na Praia de Supertubos, em Peniche, Kika revelou que o principal objetivo é garantir a permanência no circuito principal.

"Ainda estou aqui a processar que estou mesmo no CT, o objetivo era a qualificação, e acho que o meu próximo objetivo agora vai ser tentar ficar no 'tour', mas um passo de cada vez, ainda vou falar com o meu treinador e aproveitar só o momento. Já tive a oportunidade de competir duas vezes no CT de Portugal e uma na África do Sul no ano passado, acho que deu para experienciar e saborear o que é estar no CT e não estar tão nervosa", afirmou.

A temporada do CT arranca em abril, em Bells Beach (Austrália), seguindo depois para Margaret River e Gold Coast, ambas também na Austrália, Punta Roca (El Salvador), Saquarema (Brasil), Raglan (Nova Zelândia), Teahupo'o (Taiti), Cloudbreak (Fiji), Lower Trestles (Estados Unidos), Abu Dhabi (Emirados Árabes Unidos), Peniche (Portugal) e Pipe Masters (Estados Unidos).

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"Vai ser um ano muito comprido, cheio de etapas, com ondas dos meus sonhos, e estar aqui mostra realmente que trabalhar recompensa. Tem sido um caminho duro até aqui, mas tudo valeu a pena", frisou Kika, que já se imagina a surfar em Supertubos com o nome Veselko nas costas e a bandeira portuguesa nos ombros.

"Já há muitos anos que sonho em ter o Veselko nas costas, mas espero que seja possível com o número 19, se não coincidir com o número de nenhuma atleta, porque fui campeã do mundo [júnior] com 19 anos, e com nove foi quando competi pela primeira vez, e a combinação de 19 foi perfeita para mim, faz todo o sentido. Portugal é dos sítios com mais pessoas a ver o evento, está sempre a praia cheia, e competir em casa, à frente dos meus amigos, da minha família, acho que vai ser incrível mesmo, e é um orgulho poder representar Portugal", rematou.

Por Lusa
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